domingo, 7 de dezembro de 2008

Entre o que sou por fora e o que sou por dentro



“O caminho mais grandioso para viver com honra nesse mundo é ser a pessoa que fingimos ser” – Sócrates.

 

É incrível capacidade que algumas pessoas têm para o fingimento. Encontramos isso em todo lugar. Eu finjo, pessoas fingem. Para completar o plural, todos fingem.

O grande problema é que alguns encarnaram o fingimento como um traço marcante de seu caráter, de forma que a personalidade se sobrepõe aquilo que ela é de verdade.

É uma luta diária. Caráter e personalidade não são a mesma coisa. Personalidade é a máscara, o fingimento. É aquilo que costumamos ser diante das pessoas.

Caráter é um pouco mais profundo, e é o que somos de verdade. Caráter é aquilo que resta quando tudo vai mal, ou quando temos o total controle da vida das pessoas. O caráter surge quando ninguém está olhando, surge diante da oportunidade do poder. O caráter é o cerne dos nossos pensamentos e atos pré-determinados escolhidos por nós.

A grande questão é que alguns infelizmente têm permito que maus hábitos povoem a sua personalidade, e a sua personalidade tem influenciado e mudado permanentemente seu caráter.

Mas não importa se o meu caráter tem sido mudado pelos meus hábitos ou meu modo de ser diante das pessoas. Os problemas advêm quando o caráter não tem sido moldado com boas maneiras ou com bons traços da nossa personalidade.

E mora aqui um perigo. Pessoas que se acham autênticas por ser aquilo que são mas que infelizmente acham comum o fato de terem péssimos hábitos que afastam as pessoas e magoam a outros.

Somos inclusive tentados a dizer que tudo não passa da criação obtida ou da genética.

Pura bobagem.

Somos o que somos por dentro e por fora por nossas próprias decisões. É muito cômodo pensar que os problemas ou a direção tomada na vida advêm do nascimento. Ou do meio em que viveram, ou um fato na infância que determinou o modo de ser.

 muito fácil e mais comum do que pensamos a quantidade de pessoas que não assumem seus atos, suas escolhas.

Falamos de escolha, e escolhas conscientes, que maculam a cada dia o nosso caminhar.

O nosso caráter pede ajuda.

Precisamos sim, moldar o caráter. Precisamos que a cada dia a nossa personalidade reflita ainda mais o que somos de verdade. Necessitamos fazer o caminho inverso.

Mas que nesse caminho, a nossa personalidade possa ser cimentada de coisas boas.

Que a raiva, a ira, o ódio, ou a falsidade, a infidelidade, ou qualquer outra coisa que escondemos atrás do nosso sorriso ou pior: aquilo de ruim que mostramos para o mundo possa ser arrancado da nossa vida.

Que as raízes podres possam ser cortadas uma a uma, como uma escolha, até ao momento em que a árvore que suga todos os bons nutrientes do nosso cerne possa ser derrubada e que no lugar surja uma árvore frondosa, que permita que as pessoas aninhem-se sob generosas sombras. Sombras sem a arrogância, sem a falsidade, sem a ira, sem a desculpa.

Confiemos em Deus para que a falsidade diante dos homens e diante DEle possa ser consertada até o momento em que finalmente poderemos nos livras dos péssimos hábitos de caráter e que a nossa personalidade exiba apenas boas imagens daquilo de bons que realmente somos por dentro. 

3 comentários:

Mario César Pedrôso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mario César Pedrôso disse...

Otávio vc agora é um blogueiro, portanto vc precisa se submeter aos princípios dos participantes desta casta especial. Agora repita comigo: EU, PROMETO, DIVULGAR, EXIBIR, EXPOR, PUBLICAR, ESPALHAR E AUMENTAR UM POUQUINHO: INFORMAÇÕES, NOTÍCIAS, BOATOS, FOFOCAS E COMENTÁRIOS MALICIOSOS SOBRE A VIDA DE OUTREM NO MEU BLOG. E TENHO DITO!

. disse...

Uau! adorei o texto. Lembrei q vc comentou sobre esse texto e vim procurá-lo! Coloca no boletim... ehehehe...rsrsr...