quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O escritor e sua obra de arte



Era uma vez um escritor. Ele gostava e queria usar Caneta tinteiro. Mas, pelo destino, essa caneta nunca quis escrever direito.

Ele resmungou, mas como bom escritor, resolveu escrever com uma Bic.

Ela era legal.... mas vocês sabem como são essas canetas? Somem! E você não sabe para onde vai....

Resolveu parar e analisar bem como escreveria. Pensou em tinta guache. O mais incrível é que o guache achava que servia apenas para desenho. Grande engano, o autor queria fazer arte.  E o guache foi esquecido.

Pensou em usar pincel. Mas viu que num era a sua praia, ou melhor, seu hobby.

Pensou em digitar tudo mas, o Word achava que ele não era suficientemente bom para usar seu programa. Ficou de namoricos com o Exel.

Já indignado, o escritor resolveu rasgar tudo. Pensou que talvez o grande problema fosse a história. E não é que as pessoas estavam bastante interessadas na história?

Mas ele ficou mais desesperado.

As pessoas não queriam comprar a obra pronta, mas simplesmente queriam escrever a história por ele.

Alguns, ofereceram canetas. Dispensou esse método, pois algumas ele simplesmente sabe que não funcionam.

Outros começar a se meter na história. Ele queria suspense. As pessoas achavam que contos de fadas interessassem mais as pessoas. Mas o autor sabia que o mais importante era a realidade do que histórias inventadas, mentirosas e que não existem. Ele queria mais, queria algo vibrante e real.

Alguns outros jogavam confetes. Tudo o que ele escrevia, era considerada arte. Esqueciam da obra completa. Gostavam do meio, e simplesmente esquecia que as melhores obras normalmente nunca têm fim. Perpetuam-se.

E a cada palavra escrita, holofotes eram ligados. Pessoas gostavam do que fazia, mas desejava apenas escrever. E ninguém levava em conta o que ele queria. Diziam a cada prosa pensada que era perfeita. E simplesmente as idéias do escritor, da simplicidade e do suspense eram mal interpretadas.

Alguns até chegavam achar que o escritor era exigente demais.

Usava Bic, partiu para pentel, mas queria a caneta tinteiro. E diziam que ele era indeciso e medroso.

Esqueceram simplesmente de quem fazia a história. Era dele. Escrevia o que queria e o que quisesse. Mesmo que achassem sem graça e que não fosse um roteiro digno de Hollywood.

Aprendeu após muitas tentativas a essência do acerto: o mais importante no fim não é o que se escreve e muito menos o que as pessoas acham disso. Nem mesmo é importante o que as pessoas fazem pra ajudar.

Aprendeu ele, que o ideal era fazer valer a sua história na sua cabeça. Ser feliz com uma caneta. E tornar a história criada a mais pura arte pela eternidade. Mesmo que somente para ele e seu instrumento de escrita.

Ah, ele aprendeu a esperar também. Gostava de arte. Precisava de inspiração. E a essa idéia ele jamais largaria. Só escreveria aquilo que realmente fizesse feliz. Mesmo que a contragosto de alguns.

Essa é a arte. Arte que é arte. A sua arte. Faça a sua. Crie, recrie, invente. Mas seja autêntico. Transpire e viva com emoção, mesmo que a sua história seja para poucos ou somente para você. Também é válido.

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