sexta-feira, 5 de junho de 2009

Livres do amor




"Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente o seu coração vai doer e talvez partir-se. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo a ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva- se cuidadosamente nos seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife do seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar – ele vai mudar. Ele não vai partir-se – vai tornar- se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e perturbações do amor é o inferno".

C. S. Lewis.


5 comentários:

Fernando Ferro disse...

Oxe... tah doido eh?
"Amai-vos uns aos outros como EU vos amei", assim diz o Senhor.

Otávio disse...

Acho que não entendestes bem a proposta do texto de C. S. Lewis, que por sinal foi alguém inspirado e que inspirou muita gente...
Na verdade, na hora da construção do texto, ele usou uma perspectiva inversa. Dizem que a história é sempre escrita pelos vencedores, mas neste texto, ele usou a perspectiva dos “perdedores” ao escrever não exatamente de uma forma direta, mas de uma forma indireta como seria a vida e o futuro de uma pessoa que não ama.
É assim, pois muitos hoje em dia simplesmente têm medo de amar por medo de se tornar vulnerável, ou sofrer uma tragédia e ainda ter em algum momento um o coração partido.
Ele mostra então que o remédio para tais casos (tragédia, dor, venerabilidade, insegurança) é a condenação de não amar.
Se escolhermos assim, talvez não passemos por algum sofrimento enquanto amamos, mas vamos sublimando o amor, escondendo-lo até o ponto que o egoísmo toma de conta do coração, fazendo-nos indestrutíveis, impenetráveis , irredimíveis.
Mas estar a salvo de partilhar do amor e de sofrer de vez em quando com ele (veja o que Cristo sofreu por nós) vai levar insofismavelmente a condenação.
Assim, aos que não amam inclusive ao seu irmão, irão irremediavelmente para o inferno. Fica óbvio que da mesma forma como ele, eu prefiro amar, sofrer de vez em quando com a rejeição ou com a demora da aceitação desse sentimento, do que estar relegado a uma vida indestrutível fadada ao inferno.
Abraços Fraternos.

Bila disse...

caso não veja em meu blog: quando um abraço não basta, o que bastará??? kkkkk

Bila disse...

Ah, e falando nisso... vc nem me convidou pra festa... assim fica difícil!!!

Laurence Pereira disse...

Como disse meu também admirado C.S. Lewis, "como alguém pode dizer-se vivo se não experimenta sentir?" ... seja algo bom ou ruim, profundo ou não, correspondido ou não (amor ...), o sentir faz de nós ser o que somos, humanos ...
Xero