sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dublagem Homenagem para as mulheres do Acampamento



Vídeo homenagem feito para as mulheres do Acampamento Jovem 2010 da igreja IASD Distrito Central de Petrolina na chácara Vânia (mais conhecida como cuidado com o cão).
Nessa homenagem todas as vozes (exceto uma) foram feitas por Robson Matos (vulgo: priquitinha), o engenheiro de som foi Fernando Augusto (vulgo: gugu), e a edição ficou por conta de Otávio (vulgo: mim).

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mais Devaneios



A arte de poder ir e voltar, sem ir, é ótima.

Permite imaginar, saber como será sem nunca ser na verdade acontecida.

Mas é válida. Desde que o ir, enseje a volta, mais forte, mais real, e não nunca no mundo dos sonhos.

Pois sonhar, é bom. Mas voltar e viver, é ainda mais. Entender o futuro é possível se sonharmos, se formos, voltarmos. Pode-se ainda ir ao passado, mas neste, o primado pode estar viver de reviver o passado. Conduta não muito aconselhada.

Inda mais porque o passado ocorre no exato momento em que ocorre o seguinte. Passado não são anos. Podem ser, mas não são sempre.

Alguns pensam em reviver momentos do passado. Possível? E acima de tudo, plausível?

Sim. Mas os momentos do passado devem ocorrer no futuro ou presente, pois, oportunidades não aproveitadas ou ficam pra trás ou o são por outros.

Desiste-se? Não!

Mas, prender-se ao passado pode ser angustiante pra alguns, ao ver que no futuro, a incerteza quanto aos acontecimentos que quase nunca são acontecidos. Assim, evita-se ir lá.

Mas, ambos, passado e futuro, são absolutamente aceitáveis, assim como o presente pode ser inaceitável.

Pode-se pensar em não viver ou e gerir-se? sim, mas essa é uma fuga que apequena.

Pode-se então ir, e voltar, sem nada levar ou trazer.

É assim que funciona.

Cavalete...

É um exemplo. Muito bem usado pra várias coisas.

Inclusive pela imaginação de muitos. Podia o futuro ser diferente? Sim. Era preciso apenas ficar. Mas, se esse é o passado, e se ele mudasse o futuro, talvez o cavalete não fizesse mais a diferença.

E, no futuro, talvez, pode-se viver sem ele. Mas aí, esqueceria o que te e me fez ser e chegar a pensar esse futuro. Vive-se e depende-se de tudo, das escolhas, e dos outros.

Fazer o que quando o presente é incrivelmente diferente de tudo? Desistir-se-ia de tudo por não ter ou ser o que eu não sou? Seria eu se fosse o que queria ser antes?

Os desejos são perigosos e traiçoeiros, mas, ao mesmo tempo, são muito bons quando são cumpridos.

Imaginar então pode ser a saída, desde que esses sonhos não nos afastem de quem somos ou que nos impele a ir neles. É ambíguo, mas um depende do outro. É fim e meio, misturado, onde não se sabe do fim nem mesmo no início.

Início, quem sabe, que dependeria de uma palavra. Gestos, podem não ser suficientes. Mas, não tenha isso como regra, pois ações podem mais que palavras, para alguns.

Mas, o que dizer quando o início é o fim? Esperar-se-ia?

Jamais, pois a vida impulsiona, mesmo que estejamos sonhando. Talvez o melhor seja sonhar, voltar e ou esperar, ou ainda acordar, viver no presente e ir ao início. Sabendo que este pode ser o fim.

Fim, do início ou de tudo. Nós quem escolhemos, sonhando ou vivendo, ou melhor, ainda mais vivendo, de verdade, em qualquer tempo, apenas sendo, mesmo um pouco de outros em nós e para nós.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Incrível



Do latim, incrededìbilis

Que significa inacreditável, extraordinário, fantástico.

O primeiro beijo.

Este também pode ser incrível.

Um brinquedo novo.

Alguém que passa em nossa vida.

Uma comida especial,

Preparada por alguém especial.

A gravidez,

Um passatempo,

As amizades que vem e vão.

O amor de nossa vida,

Um abraço,

Um momento,

Um encontro!

Gosto muito disso;

Pela amizade;

Pela comida que teima em chegar;

Pela dormida num quarto diferente;

Pela chuva que sempre cai...

Pelo (talvez) nosso primeiro amor,

Pela chance de dizer isso a alguém.

Simplesmente por ser encontro,

Um momento,

Um tesouro.

Palavra que se resume em:

CRISTO!

O Principal,

Nosso Alvo,

Um exemplo

Que nos torna

Conectados!

Tudo isso é simplesmente:

Incrível!


*Em algum lugar do ano 2007.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Oito Vozes e Palmas




Vídeo feito para propaganda do Acampamento Jovem distrital de Petrolina em 2010 que vai ser inesquecível. Esse vídeo é uma versão da música Hush do quarteto Acappella. As oito vozes pertencem a Márcio Anderson. O responsável pela gravação de áudio foi Fernando Augusto e a edição do vídeo ficou por conta de Otávio Azevedo. todos os jovens são de Petrolina-PE.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Guardando o coração


Sempre existe algo em se apoiar. Nos momentos mais escuros, difíceis, é bom saber que existe algo maior que nós. Falo não apenas em metas, mas nos pilares da nossa vida, da nossa fé. Li um texto esta semana e vivi situações complicadas onde pude refletir onde coloco minha fé e o meu coração.Aqui vão algumas coisas que vou guardar bem perto de mim, para que quando em momentos difíceis eu possa dar uma olhada e restaurar a minha confiança. Faça isso pra você. Quando desprezarem quem você é, quando disserem que nada do que faça vai mudar o que você e ou pode ser, quando brincarem com os seus sonhos, ou te colocarem fantasmas diante de seus planos, ou pior, quando se sentir impotente diante das grandes questões desse mundo, pegue o papel e relembre do que você é feito e no que confia. Serve bastante. Aqui vai a minha lista:

- Deus, independentemente se eu for bom ou ruim para com Ele, será bom comigo.
- Existe Deus pai, Deus filho e Deus espírito Santo que são um, e três.
- Deus é feito de amor, mas também é um Deus de justiça.
- O amor é o que se faz, e não o que se diz.
- A morte não é o fim.
- Deus pode curar qualquer coisa.
- Deus sempre fala comigo, e por vezes, age através da minha dor.
- A única pessoa responsável pelo meu bem estar sou eu.
- Existe amor a primeira vista.
- A paz de espírito é possível a todas as pessoas.
- Felicidade depende apenas de mim.
- Morreria pela pessoa qual amo.
- O único responsável pelo meu sucesso ou fracasso sou eu.
- Nem sempre poderei explicar algumas situações que me ocorrem, mas um dia terei todas as respostas.
Acho que é nessa lista que ponho a minha fé. Leve a sua para todos os lugares e nunca pense que Deus te abandonou. Talvez seja essa a forma de te trazer para mais perto. E te fazer mais resistente, porque aquilo que não pode te derrotar, te faz mais forte.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Por causa da nossa necessidade



"Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele"João3.17.

Você já imaginou pais em perspectiva dizendo: "Gostaríamos de adotar João, mas primeiro queremos saber algumas coisas. Ele tem uma casa para morar? Ele tem dinheiro para a sua educação? Ele tem condução para a escola todas as manhãs, e roupas para vestir todos os dias? Ele pode preparar a própria refeição e consertar as próprias roupas?"

Nenhuma Vara de Infância se disporia a tal conversa. O juiz levantaria a mão e diria: "Um momento. Você não entendeu. Você não adota o João por causa do que ele tem; você o adota por causa do que ele precisa. Ele precisa de um lar".

O mesmo é verdade com Deus. Ele não nos adota pelo que temos. Ele não nos dá o seu nome por causa da nossa capacidade, ou nossa carteira, ou nosso bom comportamento.

Adoção é algo que recebemos, não algo que conquistamos.

Max Lucado

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Plano



Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. João 16:13

Sempre cresci achando que conhecia muito sobre plano da redenção.

De seres puros, imaculados, até a desgraça completa com o advento do pecado e o maligno a solta e sempre pronto a tentar-nos.

Este, pleiteia o mundo para si, diz que o amor a lei de Deus são imperfeitos e que não existe solução para o mundo caído.

Então a trindade, unida, decide mostrar a todo universo o plano para salvar o homem.

E Deus pai, em evidência, se põe a trabalhar. Ele é o Grande EU SOU que os israelitas conheceram. E desde aquele povo, sentimos medo de um Pai tão amoroso que salva com braço estendido aos seus.

Então vem Jesus. Que sacrifício! Que amor! Quanto desprendimento. Ser levantado na cruz como malfeitor, não ser pecador mas tornar-se pecado por nós sem perder a sua retidão é algo que iremos estudar pela eternidade.

Cristo precisava mostrar o caminho traçado desde muito antes da eternidade. Ele morreu por nós, mas precisava ressuscitar e comprovar a profecia e suas palavras: “Eu Sou a ressurreição e a vida”!

Só teríamos acesso a vida eterna se ele tivesse poder em vencer a morte que era a nossa herança. E Ele venceu. O plano foi perfeito.

Mas, e o Deus Espírito Santo?

Faz Ele parte do acordo para salvar a raça caída?

Obvio que sim. A grande questão foi o sacrifício e a ressurreição de Jesus. O plano não se completou com a morte de Cristo.

O sacrifício foi perfeito. Tudo ocorreu como deveria ocorrer. Cristo indicou o caminho ao quais todos poderiam seguir, mas, como caminhar, se estamos afundando na areia movediça do pecado e não temos forças para sair?

Em minha casa existem algumas cadeiras de madeira. Alguém as planejou, as cortou, lixou, colou e pintou. Mas se eu desejasse que elas saíssem da sala de jantar até a minha varanda, seria impossível.

Nenhuma cadeira sabe andar. Não tem vida em si mesmo. E é aí que entra a minha pequena sobrinha. Ela empurra a cadeira pela casa, e onde antes não deveria haver nada, lá está. A cadeira da sala de jantar está no meio da cozinha.

Não, ela não teria condições de chegar lá por seus meios. Era necessário alguém empurrá-la ou carregá-la até lá.

E é aí que entra o Espírito Santo. Não alcançaríamos o céu mesmo estando salvos, pois não sabemos caminhar com nossos pés. Alguém precisava nos carregar, empurrar, puxar até onde não teríamos condição de chegar.

Méritos pra Ele. O Deus que nos ama tanto quanto Jesus. O Deus poderoso tanto quanto o Pai. Ele é onisciente, onipresente e onipotente. Tudo sabe. E se entristece e acima de tudo é muito mais que uma simples energia modificada.

No livro o Desejado de Todas as Nações (pg. 671) temos a seguinte passagem sobre a obra do Espírito:

O Espírito Santo era o mais alto dos dons que Ele podia solicitar do Pai para exaltação de Seu povo. Ia ser dado como agente de regeneração, sem o qual o sacrifício de Cristo de nenhum proveito teria sido. O poder do mal se estivera fortalecendo por séculos, e alarmante era a submissão dos homens a esse cativeiro satânico. Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Trindade, a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina.

Enfim, Deus tem muito a mostrar a cada um de nós. Mas hoje, a mim, com certeza, o mais precioso que poderia ouvir é que Ele está tão perto de mim, que mora dentro do meu ser, oferecendo conselhos mesmo quando não os desejo ou não os aceite.

Ele, o Espírito Santo, tem uma obra a fazer em nossos corações.

Em todos os momentos, quando nos sentirmos solitários e pequenos e o futuro for tão escuro e cruel, o espírito Santo sempre estará pronto a atender o nosso pedido de socorro e nos guiar pela verdade. Podemos perder tudo, mas nunca perderemos o amor e a presença do espírito Santo.

Que a sua obra e plano da redenção possa fazer sentido em nossas vidas, e que possamos aceitar a sua mão poderosa a nos carregar pelo caminho que Ele sabe ser seguro: o amor demonstrado a cada um de nós por Eles.

sábado, 26 de setembro de 2009

Amoldando Deus



Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos. Portanto, ninguém se glorie nos homens; I Coríntios 3:19 a 21


Jesus era um ser no mínimo pitoresco. Diferente. Não tinha como plagiá-lo, imitá-lo e muito menos descobrir seu próximo passo.

Ele não era constante no seu agir humano. Sempre estava um passo a frente dos algozes doutos da lei, dos discípulos e dos observadores.

Sempre disse que deveríamos amar as pessoas, mas por duas vezes expulsou os cambistas sob chicotadas.

O Jesus que chamou uma estrangeira de cachorro e depois derramou sobre ela bênçãos sem medida.

Jesus conversava sozinho com mulheres e aceitava os louvores das crianças.

O Jesus que proferia sempre lindas parábolas tal como o encantador e indizível sermão da montanha, chamava às vezes algumas de pessoas de raposas, víboras, sepulcros caiados e cheios de carniça.

O mesmo Jesus que ratificou o casamento e a família como unidade indivisível, desprezou um chamado de sua mãe e irmãos.

Era o maior de todos, mas vivia rodeado da classe mais baixa e desprezada. Assim, o nosso Deus foi rejeitado pelos seus.

Não viam nele a segurança que tanto esperavam. Essa palavra, podia ser traduzida por tradição. Para aguardar a vinda do messias, eles se envolveram em regras e ritos, que em si, não eram maus, mas que de maneira bem lógica, levou o povo a uma grande apostasia espiritual.

Essas regras apontavam para si mesmas e não para o incrível amor da divindade.

E aqui mora o problema. Estamos nós agindo novamente como os legalistas?

O mundo mudou, e muitos ficaram presos aos seus ritos antigos. Mas, da mesma forma e com igual intensidade, muitos que andaram em suas concepções e têm pensado diferente, têm agido da mesma maneira dos legalistas.

As novas formas de se encontrar com Deus são vistas como regras e todos os que não assistem com elas dizem que “estão errados”. De certa forma, formou-se uma elite que costuma rotular tudo como encaixável ou não-encaixável.

E da mesma forma dos antigos fariseus e legalistas, estamos a diminuir o alcance da glória e multiforme sabedoria de Deus.

Em II Timóteo 2:4 está escrito que virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão as fábulas.

Parece que está terminantemente proibido de ser diferente. Tudo tem que estar da maneira agradável encontrada nos ritos humanos. Molda-se um padrão, e o que foge disso, está errado. Certamente seria assim que pensaria os fariseus se aqui vivessem.

“Oh! como Cristo anelava abrir a Israel os preciosos tesouros da verdade! Mas tal era sua cegueira espiritual que se tornava impossível revelar-lhes as verdades concernentes ao Seu reino. Apegavam-se a seu credo e a suas cerimônias inúteis, quando a verdade do Céu aguardava ser por eles aceita. Gastavam o dinheiro em palha e cascas, quando tinham ao seu alcance o pão da vida. (...) Mas o espírito dos judeus se estreitara por seu irrazoável fanatismo. As lições de Cristo revelavam-lhes as deficiências de caráter, e requeriam arrependimento. Se eles Lhe aceitassem os ensinos, teriam de mudar de hábitos, e suas acariciadas esperanças deviam ser abandonadas”. Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, capítulo O rejeitado.

Quantas vezes me peguei rotulando um certo pregador como ruim, simplesmente porque ele escolheu mudar uma seqüência que julgava correta e a muito tempo usada na minha igreja?

Ou simplesmente achei que um apelo de 30 minutos foi absurdo, mesmo sabendo que talvez tenha sido o tempo exato que Deus precisou pra convencer apenas uma pessoa naquele dia?

“A verdade era impopular nos dias de Cristo. É impopular em nossos dias. Tem-no sido sempre, desde que Satanás despertou no homem, no princípio, o desagrado por ela, mediante a apresentação de fábulas que induziram à exaltação própria. Não encontramos hoje teorias e doutrinas que não têm fundamento na Palavra de Deus? Os homens a elas se apegam tão tenazmente, como os judeus às suas tradições”. Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, capítulo Não é Este o Filho do Carpinteiro?

Se Jesus vivesse hoje, seria diferente. Não porque era rebelde ou porque era desordeiro. Mas simplesmente porque fugiria dos parâmetros das nossas tradições. Ele conseguia ler os corações. Nós não. Ele sabia e sabe a melhor forma de agir. Então por que achamos que temos o melhor caminho a ser tomado?

Se aqui vivesse, Ele andaria com pessoas rotuladas como erradas e suspeitas, diria coisas duras quando achávamos que deveria dizer palavras afáveis, faria milagres e o rotularíamos de charlatão e mentiroso e por diversos outros fatores.

Enfim, hoje, Cristo deseja falar conosco. E Ele usa os mais diversos instrumentos. Muitas vezes, ficamos desconfortáveis com os vasos que Ele escolheu. E isso para nós é loucura. Exatamente como ele disse que seria a salvação para alguns.

Ellen White escreveu no livro O desejado de todas as nações, no capítulo denominado Tradição, o seguinte:

Sempre que a mensagem de verdade se apresenta às almas com especial poder, Satanás suscita seus instrumentos para disputarem sobre qualquer ponto de somenos importância. Procura assim desviar a atenção do verdadeiro assunto. Quando quer que se comece uma boa obra, há pessoas prontas a suscitar discussões sobre formas e detalhes de técnica, para desviar as mentes das realidades vivas. Quando parece que Deus está prestes a operar de maneira especial em benefício de Seu povo, não se empenhe este em disputas que só trarão ruína de almas. Os pontos que mais nos interessam, são: Creio eu com salvadora fé no Filho de Deus? Está minha vida em harmonia com a lei divina? "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida." "E nisto sabemos que O conhecemos: se guardamos os Seus mandamentos." João 3:36; I João 2:3.

Que possamos buscar a Cristo de todo o nosso coração, de todas as formas lícitas possíveis que o nosso Deus nos deu. Que nunca tenhamos a presunção de tentar amoldar o modo de agir de Cristo e que sim, possamos buscar a verdade que somente a Ele é peculiar: um Cristo que morreu e ressuscitou para perdoar os nossos pecados, sendo nós ainda pecadores.

E que não venhamos a estar entre os pretensos sábios deste mundo, pois eles terão a sua sabedoria destruída e acabados serão os conhecimentos dos instruídos (Isaías 29:14).

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

As ovelhas no meio dos lobos



“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos” Mateus 10:16


Você deve conhecer pessoas que vivem como miseráveis, mesmo recebendo bons salários e com ótimas perspectivas, mas, que insistem em viver como pobres.

Acham que Cristo quer assim. Dizem que cada um tem que levar uma cruz. E tem mesmo.

Mas para estes, a vida está sempre pronta a dar uma rasteira, pois somos como ovelhas no meio de lobos vorazes. Que cena. Dá até pena dos cordeiros.

Por algum momento, esquecemos da ordem, de quem envia as ovelhas para lá.

É Ele, o Bom Pastor. Aquele que não deixa nada faltar. É ele que leva a pastos verdejantes, com águas tranqüilas.

Tem outra parte especial que diz que “ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo”.

Ao olharmos atentamente, poderemos perceber que Ele vai nos mandar passar pelos lobos. Mas que Ele virá junto.

Assim, não há o que temer.

Se Ele luta ao nosso lado, os temores não farão sentido. Os problemas estarão lá, o caminho será difícil e tortuoso, a companhia sempre a espreita a qualquer vacilo.

Mas, temos um Deus. Ele nos guiará seguros. Não devemos ter medo, estar cabisbaixos.

Somos levados por esses caminhos, não para viver como um derrotados, miseráveis, pobres ou mesquinhos. Mas para que possamos apreciar a beleza do seu amor e do lugar que Ele preparou para cada um.

Por isso, se o caminho é entre a alcatéia da escassez, acalme-se, ele dará abundância. Se é entre a caterva da dor, contente-se, somente Ele tem o bálsamo e o refrigério que trará a paz.

Se entre a ambição, confie, e a mudança no coração será operada. Se entre qualquer lugar difícil você estiver perdido a ponto de se esgotar, desista, aceite o cajado e os ombros daquele que pode levar a um lugar perfeito e mudar tudo ao redor.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Todas elas juntas num só ser



Não canto mais Babete nem Domingas

Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;

Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;

Nem Ana nem Luiza, do maior;


Já não homenageio Januária,

Joana, Ana, Bárbara, de Chico;

Nem Yoko, a nipônica de Lennon;

Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;


Nem a tigreza nem a vera gata

Nem a branquinha, de Caetano;

Nem mesmo a linda flor de Luiz Gonzaga,

Rosinha, do sertão pernambucano;


Nem Risoflora, a flor de Chico Science,

Nenhuma continua nos meus planos.

Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;

Nem Anna Júlia do Los Hermanos.


Só você,

Hoje eu canto só você;

Só você,

Que eu quero porque quero, por querer.


Não canto de Melô pérola negra;

De Brown e Hebert, uma brasileira;

De Ari, nem a baiana nem Maria,

Nem a Iaiá também, nem minha faceira;


De Dorival, nem Dora nem Marina

Nem a morena de Itapoã;

Divina garota de Ipanema,

Nem Iracema, de Adoniran.


De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;

De Michael Jackson, nem a Billie Jean;

De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;

Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;


Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,

Das doze deusas de Edu e Chico;

Até das trinta Leilas de Donato,

E de Layla, de Clapton, eu abdico.


Só você,

Canto e toco só você;

Só você,

Que nem você ninguém mais pode haver.


Nem a namoradinha de um amigo

E nem a amada amante de Roberto;

E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;

Nem Isabel - Bebel - de João Gilberto;


E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;

Nem, de Totó, na malafemmená;

Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;

Nem a mulata mulatinha de Lalá;


E nem a carioca de Vinícius

E nem a tropicana de Alceu

E nem a escurinha de Geraldo

E nem a pastorinha de Noel


E nem a namorada de Carlinhos

E nem a superstar do Tremendão

E nem a malaguenha de Lecuona

E nem a popozuda do Tigrão


Só você,

Hoje elejo e elogio só você,

Só você,

Que nem você não há nem quem nem quê.


De Haroldo Lobo com Wilson Batista,

De Mário Lago e Ataulfo Alves,

Não canto nem Emília nem Amélia,

Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!


E nem Angie, do stone Mick Jagger;

E nem Roxanne, de Sting, do Police;

E nem a mina do mamona Dinho

E nem as mina – pá! - do mano Xiz!


Loira de Hervê e loira do É O Tchan,

Lôra de Gabriel, o Pensador;

Laura de Mercer, Laura de Braguinha,

Laura de Daniel, o trovador;


Ana do Rei e Ana de Djavan,

Ana do outro rei, o do baião

Nenhuma delas hoje cantarei:

Só outra reina no meu coração.


Só você,

Rainha aqui é só você,

Só você,

A musa dentre as musas de A a Z.


Se um dia me surgisse uma moça

Dessas que com seus dotes e seus dons,

Inspira parte dos compositores

Na arte das palavras e dos sons,


Tal como Madallene, de Jacques Brel,

Ou como Madalena, de Martinho;

Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,

E a manequim do tímido Paulinho;


Ou como, de Caymmi, a moça prosa

E a musa inspiradora Doralice;

Se me surgisse uma moça dessas.

Confesso que eu talvez não resistisse;


Mas, veja bem, meu bem, minha querida;

Isso seria só por uma vez,

Uma vez só em toda a minha vida!

Ou talvez duas... mas não mais que três...


Só você...

Mais que tudo é só você;

Só você...

As coisas mais queridas você é:


Você pra mim é o sol da minha noite;

É como a rosa, luz de Pixinguinha;

É como a estrela pura aparecida,

A estrela a refulgir, do Poetinha;


Você, ó flor, é como a nuvem calma

No céu da alma de Luiz Vieira;

Você é como a luz do sol da vida

De Steve Wonder, ó minha parceira.


Você é pra mim e o meu amor,

Crescendo como mato em campos vastos,

Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;

Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;


Mais que a divina dama pra Cartola;

Que a domna pra Ventadorn, Bernart;

Que a honey baby pra Waly Salomão

E a funny valentine pra Lorenz Hart.


Só você,

Mais que tudo e todas, é só você;

Só você,

Que é todas elas juntas num só ser.


Lenine

Se bem que eu queria colocar Otávio...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Jesus entende



O dono de uma livraria uma vez me contou sobre uma senhora muito irritada que entrou em sua loja, com passos fortes, carregando um livro meu intitulado Deus chegou mais perto (Editora Vida Cristã). Ela bateu o livro com toda força no balcão, disse umas poucas e boas sobre ele e depois gritou para que todo mundo nas proximidades ouvisse: "Meu Deus não tinha espinhas!"

Eu sei o parágrafo que fez com que saísse faísca da caixa de alta tensão em que ela se transformara:

Jesus talvez tenha tido espinhas. Ele, quem sabe, não tinha boa voz. Uma garota da mesma rua pode ter-se interessado por ele e vice-versa. É possível que seus joelhos fossem ossudos. Uma coisa é certa: Embora completamente divino, Ele era completa-mente humano.

Entendo por que a mulher se irou. Posso entender seu desconforto. Sempre consertamos o rachado no vitral colorido, ou limpamos qualquer sujeira do altar. Há algo de seguro num Deus que nunca teve calos. Há algo de maravilhoso sobre um Deus que nunca sentiu dor. Há algo de majestoso num Deus que nunca ralou seu cotovelo.

Todavia, há algo de frio sobre um Deus que não pode compreender o que você e eu sentimos.

Se eu tivesse um instante com aquela senhora, perguntaria a ela o seguinte: "Jesus pode não ter tido espinhas, mas a senhora não queria que ele tivesse?"

Cada página dos evangelhos nos leva de volta a este princípio crucial: Deus sabe o que você está sentindo. Do funeral à fábrica, à frustração de uma agenda exigente. Jesus entende. Quando você diz a Deus que chegou no seu limite, ele sabe o que quer dizer. Quando balança a cabeça diante de prazos impossíveis, ele balança também. Quando seus planos são interrompidos por pessoas que têm outros planos, ele sente a mesma coisa. Ele esta lá e sabe como você se sente.

Antes de resumir nossa história desse dia estressante na vida de Jesus, deixe-me levar você para um outro dia, ainda mais recente.

Dia 15 de fevereiro de 1921, em Nova York, numa sala de cirurgia do Hospital Kane Summit, um médico estava executando uma apendicectomia.

Muitas vezes, os eventos que levam a uma cirurgia são rotineiros; o paciente reclama de dores abdominais agudas, o diagnóstico mostra claramente uma inflamação no apêndice. O médico Evan O'Neill Kane estava liderando essa cirurgia. Em sua distinta carreira médica de 37 anos, já tinha realizado quase 4 mil apendicectomias; por conseguinte, essa cirurgia seria mais uma rotineira, exceto por dois motivos.

A primeira novidade dessa operação? O uso de anestesia local na cirurgia principal. O doutor Kane era um combatente dos riscos da anestesia geral. Ele argumentava que uma aplicação local era mais segura. Muitos dos seus colegas concordavam com ele, a princípio, mas para concordarem na prática, teriam de ver a teoria sendo aplicada.

Dr. Kane estava a procura de um voluntário, um paciente que queria se submeter a uma cirurgia sob os efeitos de anestesia local. Não foi fácil encontrar um voluntário; muitas pessoas tremiam só de pensar que estariam conscientes durante a cirurgia. Outras tinham medo de que o efeito da anestesia terminasse logo.

Finalmente, apesar de tudo, Dr. Kane encontrou um candidato. Na terça-feira de manhã, 15 de fevereiro, a histórica operação aconteceu.

O paciente fora preparado e já colocado na sala de operações. Uma anestesia local fora aplicada. Do mesmo modo como já tinha feito milhares de vezes, Dr. Kane cortou os tecidos superficiais e localizou o apêndice, habilidosamente removeu o apêndice e concluiu a cirurgia. Durante o procedimento, o paciente reclamou apenas de desconfortos mínimos.

O voluntário foi levado para o pós-operatório e colocado sob cuidado hospitalar. Ele se recuperou rapidamente e foi dispensado dois dias depois.

Dr. Kane provou sua teoria. Graças à disposição de um voluntário corajoso, Kane demonstrou que a anestesia local era uma alternativa viável e até preferível.

No entanto, eu disse que havia dois fatos que diferenciaram essa cirurgia. Disse que a primeira foi o uso da anestesia local. A segunda foi o paciente: o candidato corajoso para a cirurgia do Dr. Kane foi o próprio Dr. Kane.

Para provar que estava certo, Dr. Kane operou a si mesmo!

Sábia decisão. O médico se tornou o paciente de modo a convencer outros pacientes a acreditarem no médico.

Compartilhei essa história com vários profissionais da saúde. Cada um me deu uma resposta: sobrancelhas altas, sorrisos suspeitos e palavras duvidosas: "Não dá para acreditar!"

Talvez não dê mesmo. Mas a história do médico que se tornou seu próprio paciente é poucas vezes comparada com a história do Deus que se tornou humano. Mas Jesus assim o fez para que acreditássemos que o Médico dos médicos sabe dos nossos sofrimentos; ele voluntariamente se tornou um de nós. Ele se colocou em nosso lugar e sofreu nossas dores e medos.

Rejeição? Ele a sentiu. Tentação? Também sabe do que se trata. Solidão? Ele também a experimentou. Morte? Provou dela.

E pressão? Poderia escrever um livro de sucesso sobre o assunto.

Por que fez isso? Por uma única razão: para que quando você sofresse, fosse até ele, seu pai e seu médico, e ele o curasse.


Max Lucado