
– Quer este?
– Não, acho que não.
– Tome. É de menta!
– Acho que não vou querer.
– Sorvete de menta? Porque?
– Sei lá.
– Hum. Tá bom. Vou comer tudo sozinho.
– Certo.
– Você quer o de menta?
– Não. Já provei. Só quero napolitano.
– Nossa. O de menta é bom do mesmo jeito.
– Sei não. Gostei sempre do napolitano. Não pretendo mudar.
– Hum. Você já parou pra pensar que existe algo além do napolitano?
– Aí é traição, você não acha?
– Não. Não é. É crescimento. Você tem o de napolitano, mas pode provar o de menta. Enquanto tiver.
– Sei não. Estou decidindo.
– Certo.
– Bom, não é?
– Aham.
– Sorvete?
– Não. Já tenho o que preciso, embora nem sempre o que quero.
– Não. Perguntei se ainda restou de menta.
– Não. Pelo que vejo, acabou.
– Assim? Rápido não é?
– É porque deve ser bom. Ou é porque é novo?
– E agora?
– Faz.
– E se você não quiser?
– Isso eu escolho.
– Posso escolher?
– Não sei. Na verdade nunca fizestes.
– Acho que sim.
– De menta?
– Aí posso eu fazer.
– Mas e seu eu quiser?
– Bem, é uma escolha. Já que agora estamos só com a casquinha.
– É bom, não é?
– É.
– Concordo.
– O que precisamos?
– Fazer. E não feito.
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