sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Jesus entende



O dono de uma livraria uma vez me contou sobre uma senhora muito irritada que entrou em sua loja, com passos fortes, carregando um livro meu intitulado Deus chegou mais perto (Editora Vida Cristã). Ela bateu o livro com toda força no balcão, disse umas poucas e boas sobre ele e depois gritou para que todo mundo nas proximidades ouvisse: "Meu Deus não tinha espinhas!"

Eu sei o parágrafo que fez com que saísse faísca da caixa de alta tensão em que ela se transformara:

Jesus talvez tenha tido espinhas. Ele, quem sabe, não tinha boa voz. Uma garota da mesma rua pode ter-se interessado por ele e vice-versa. É possível que seus joelhos fossem ossudos. Uma coisa é certa: Embora completamente divino, Ele era completa-mente humano.

Entendo por que a mulher se irou. Posso entender seu desconforto. Sempre consertamos o rachado no vitral colorido, ou limpamos qualquer sujeira do altar. Há algo de seguro num Deus que nunca teve calos. Há algo de maravilhoso sobre um Deus que nunca sentiu dor. Há algo de majestoso num Deus que nunca ralou seu cotovelo.

Todavia, há algo de frio sobre um Deus que não pode compreender o que você e eu sentimos.

Se eu tivesse um instante com aquela senhora, perguntaria a ela o seguinte: "Jesus pode não ter tido espinhas, mas a senhora não queria que ele tivesse?"

Cada página dos evangelhos nos leva de volta a este princípio crucial: Deus sabe o que você está sentindo. Do funeral à fábrica, à frustração de uma agenda exigente. Jesus entende. Quando você diz a Deus que chegou no seu limite, ele sabe o que quer dizer. Quando balança a cabeça diante de prazos impossíveis, ele balança também. Quando seus planos são interrompidos por pessoas que têm outros planos, ele sente a mesma coisa. Ele esta lá e sabe como você se sente.

Antes de resumir nossa história desse dia estressante na vida de Jesus, deixe-me levar você para um outro dia, ainda mais recente.

Dia 15 de fevereiro de 1921, em Nova York, numa sala de cirurgia do Hospital Kane Summit, um médico estava executando uma apendicectomia.

Muitas vezes, os eventos que levam a uma cirurgia são rotineiros; o paciente reclama de dores abdominais agudas, o diagnóstico mostra claramente uma inflamação no apêndice. O médico Evan O'Neill Kane estava liderando essa cirurgia. Em sua distinta carreira médica de 37 anos, já tinha realizado quase 4 mil apendicectomias; por conseguinte, essa cirurgia seria mais uma rotineira, exceto por dois motivos.

A primeira novidade dessa operação? O uso de anestesia local na cirurgia principal. O doutor Kane era um combatente dos riscos da anestesia geral. Ele argumentava que uma aplicação local era mais segura. Muitos dos seus colegas concordavam com ele, a princípio, mas para concordarem na prática, teriam de ver a teoria sendo aplicada.

Dr. Kane estava a procura de um voluntário, um paciente que queria se submeter a uma cirurgia sob os efeitos de anestesia local. Não foi fácil encontrar um voluntário; muitas pessoas tremiam só de pensar que estariam conscientes durante a cirurgia. Outras tinham medo de que o efeito da anestesia terminasse logo.

Finalmente, apesar de tudo, Dr. Kane encontrou um candidato. Na terça-feira de manhã, 15 de fevereiro, a histórica operação aconteceu.

O paciente fora preparado e já colocado na sala de operações. Uma anestesia local fora aplicada. Do mesmo modo como já tinha feito milhares de vezes, Dr. Kane cortou os tecidos superficiais e localizou o apêndice, habilidosamente removeu o apêndice e concluiu a cirurgia. Durante o procedimento, o paciente reclamou apenas de desconfortos mínimos.

O voluntário foi levado para o pós-operatório e colocado sob cuidado hospitalar. Ele se recuperou rapidamente e foi dispensado dois dias depois.

Dr. Kane provou sua teoria. Graças à disposição de um voluntário corajoso, Kane demonstrou que a anestesia local era uma alternativa viável e até preferível.

No entanto, eu disse que havia dois fatos que diferenciaram essa cirurgia. Disse que a primeira foi o uso da anestesia local. A segunda foi o paciente: o candidato corajoso para a cirurgia do Dr. Kane foi o próprio Dr. Kane.

Para provar que estava certo, Dr. Kane operou a si mesmo!

Sábia decisão. O médico se tornou o paciente de modo a convencer outros pacientes a acreditarem no médico.

Compartilhei essa história com vários profissionais da saúde. Cada um me deu uma resposta: sobrancelhas altas, sorrisos suspeitos e palavras duvidosas: "Não dá para acreditar!"

Talvez não dê mesmo. Mas a história do médico que se tornou seu próprio paciente é poucas vezes comparada com a história do Deus que se tornou humano. Mas Jesus assim o fez para que acreditássemos que o Médico dos médicos sabe dos nossos sofrimentos; ele voluntariamente se tornou um de nós. Ele se colocou em nosso lugar e sofreu nossas dores e medos.

Rejeição? Ele a sentiu. Tentação? Também sabe do que se trata. Solidão? Ele também a experimentou. Morte? Provou dela.

E pressão? Poderia escrever um livro de sucesso sobre o assunto.

Por que fez isso? Por uma única razão: para que quando você sofresse, fosse até ele, seu pai e seu médico, e ele o curasse.


Max Lucado


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Devaneios 5



O desafio foi lançado e ninguém o acertou. Mas Ele continua. Mais difícil. Mais estranho. E mais revelador.

Basta pensar que se zero significa nada, então um edifício não pode ter zero no alicerce. E sabendo que o ponto de partida possui simpleza, é não dissimulado, e os subseqüentes deslocam-se até um Tostão, resta revelar o segundo maior segredo de todos.

011315 | 1 | 10100221221120212120 | 1001103113201131013 | 1 | 1142511423 | 1116 | 634545 | 125481503040

E quanto ao desafio abaixo, mais fácil que o que está acima, continuará, até o próximo devaneio.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Desafio ao devaneio



Na verdade, esse devaneio é completamente decifrável. portanto, não é completamente um devaneio. É uma mensagem.

E a quem decifrar a mensagem, cabe a promessa: Levo ao Kani e pago alguns Temakis (o Skin eh ótimo, de acordo com uma amiga e provado por mim... É ótimo mesmo). A promoção é por tempo limitado, pessoal e intransferível.

E aqui vai uma dica:

O grande segredo inicial, por mais incrível que pareça, não estão nos números. O melhor mesmo consiste em observar o estilo, o palavreado que está implícito em toda essa coleção de números.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Devaneios 4



Esse era o mais explicito, pois o tempo estava quente. O sol, a pino. O emissário, feliz, apreensivo, meio perdido, também triste.

A terra, estranha. Onde pisava, ninguém sabia (talvez apenas o dono da realidade não o sabia). Mas, o código existia. A base de tudo era a branca de neve com os anões. Era preciso então, contar aos dedos. Dos pés ou da mão. Nunca juntos.

E como uma imensa loucura, e sem saber de onde vinha, lera e entendera. E a resposta estava bem diante dos olhos. Ou na janela. E os números, por mais incrível que pareçam, estavam na seqüência. Ou eram as letras que o estavam? Ou um representavam o outro?

-------

2263316733711 | 16162630777 | 66022201246164207 | 0637 | 520111 | 12455160515 | 114512455?

4101 | 027357 | 0625 | 055672576731661 | 5191905 | 376727 | 110532431 | 04404174257.

17 | 16740760537 | 13734037735. 05 | 1011 | 027167113. 2155304341417 |2727333322141.

376107 | 03030714535. 05 | 421523 | 660521 | 072750514741126. 4101 | 376727 | 05 |

115061357 | 0602653101031 | 16772667245057 | 0205011022014357.

05 | 75051031 | 2155304336627 | 351454074056047, 1751 0171235. 3561 | 14570026566, 520111| 20333743501. 564061 | 021441655411144431. 042674261 | 01441 | 345371015121.

-------

Enfim, ele resolveu passar adiante. Ao próximo, o segredo deveria ser inevitável. Ou não? De qualquer forma, o presente estava prometido. Para alguns, a maior idiotice. Para outros, era muito legal. Mas no fim de tudo, a resposta era o que importava mesmo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tradição & Crescimento



Nunca houve um tempo na igreja em que se discutiu tanto sobre adoração. A verdadeira adoração. Um misto de certezas e pretensas verdades têm enchido diversos blogs, artigos e revistas falando sobre o tema. Líderes da igreja falam de forma aberta e desequilibrada sobre temas ao qual não cabem tendências preconceituosas, enquanto outros tantos seguem uma linha de escusa em buscar e aprender sobre todos os pontos envolvidos.

Texto após outro, o assunto bateria, percussão, instrumentos possíveis na igreja fica em voga. Mas não é exatamente sobre isso o tema desse texto. Dessa vez, o ponto que procuro tocar é sobre tradição. O que podemos discorrer sobre ela? Até que ponto as leis dos homens tem superado os princípios divinos?

Esse tema me ocorreu desde o momento em que li a melhor explicação para o verso de Lucas 5:37: "Ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão."

Ellen White comenta que os odres de couro usados como vasos para guardar o vinho novo, ficavam depois de algum tempo secos e frágeis, de tal forma que se tornavam inúteis para tornar a servir ao mesmo fim. Jesus queria mostrar a todos por meio dessa ilustração familiar, a condição dos guias judaicos e também a condição de muitos líderes em nossos dias.

“Sacerdotes, escribas e principais se haviam fixado numa rotina de cerimônias e tradições. Contraíra-se-lhes o coração como os odres de couro a que Ele os comparara. Ao passo que se satisfaziam com uma religião legal, era-lhes impossível tornar-se depositários das vivas verdades do Céu. Julgavam a própria justiça toda suficiente, e não desejavam que um novo elemento fosse introduzido em sua religião[1]. (grifo nosso)

Eles foram tão longe, que chegaram a pensar que a Lei dada por Cristo a todo humano, era menor que a tradição judaica. Nada poderia ser adicionado ou ensinado sobre adoração e a verdadeira religião sem o consentimento deles.

“Relacionavam-na com méritos que possuíam por causa de suas boas obras. A fé que opera por amor e purifica a alma, não podia encontrar união com a religião dos fariseus, feita de cerimônias e injunções de homens. O esforço de ligar os ensinos de Jesus com a religião estabelecida, seria em vão. A verdade vital de Deus, qual vinho em fermentação, estragaria os velhos, apodrecidos odres das tradições farisaicas”[1].

Era o que Cristo ensinava uma nova doutrina? Não. Era apenas um novo ponto de vista, melhorado, imbuído do verdadeiro sentimento que deve estar em cada coração: que a lei tem a sua importância porque aponta para Cristo, o único que pode efetuar a salvação. A lei em si não salva ninguém. Muito menos a lei criada por mentes humanas.

Mas, partir desse ponto e dizer que a lei não é boa, é algo completamente equivocado. Ela deve ter seu lugar e sua maneira de ser (assim como nossas leis e estruturas humanas que regulam boa parte das nossas vidas), mas em certos momentos ela deve ser modificada, melhorada e por vezes superada. Porque existe e sempre existirá algo melhor. Isso de certa forma é crescimento. Mas, para os professos guardadores das tradições farisaicas e humanas, mudar uma lei humana ou uma tradição apoiada em um princípio divino, diziam eles que, indubitavelmente levariam a todos os novos guardadores a perdição.

Existe lugar para as tradições? Sim. É obvio. Homens foram criados por Deus com a capacidade de pensar e agir na direção destes. O grande problema existe quando esses pensamentos e a sua observação nos fazem afastar dos grandes princípios de Sua lei.

Observe por um momento as tradições humanas e as leis que nos são impostas. Devemos acatá-las? O próprio Jesus respondeu dizendo: “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” Marcos 12:17. Existe o momento em que leis e tradições são aceitáveis.

E eles têm seu lugar desde que não nos afaste ou mitigue contra os princípios divinos para toda vida. E o mais interessante notar é que essas leis normalmente são superadas. Veja a constituição de nosso país. Existem inúmeras cláusulas chamadas pétreas, que são assim descritas porque querem demonstrar a ‘perpetuidade’ da mesma, mesmo sabendo que, em casos excepcionais e diante do tempo e circunstâncias, a mesma pode deixar de valer.

Se forem assim para os negócios humanos, o que diremos pois para as imposições referentes aos negócios divinos? Que algumas leis humanas tiveram seu lugar nessa relação, mas que perderam sua utilidade ou deixaram de existir e que outras têm e terão o mesmo fim. Isso sem contar que algumas pretensas relações nem deveriam ser consideradas, visto que para alguns tinham mais importância que o Deus ao qual deveriam apontar e a salvação que Ele oferece a todos através de Sua graça.

E são exatamente estes pontos de pouca importância ou sem nenhuma importância prática para a salvação do homem que Satanás tem feito pessoas se concentrar. Este faz as pessoas esquecerem da primazia em toda vida e partirem para imbróglios sem importância quando se trata sobre a verdadeira adoração.

Ellen White comenta que sempre que pessoas em diferentes épocas e lugares tentaram superar tradições que não mais tinham seu lugar sofreram perseguições dos pretensos defensores da verdade. Assim foi com Jesus, assim com os discípulos, assim é hoje.

“Quando quer que se comece uma boa obra, há pessoas prontas a suscitar discussões sobre formas e detalhes de técnica, para desviar as mentes das realidades vivas. Quando parece que Deus está prestes a operar de maneira especial em benefício de Seu povo, não se empenhe este em disputas que só trarão ruína de almas. Os pontos que mais nos interessam, são: Creio eu com salvadora fé no Filho de Deus? Está minha vida em harmonia com a lei divina? ‘Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida.’ ‘E nisto sabemos que O conhecemos: se guardamos os Seus mandamentos.’ João 3:36; I João 2:3”[2].

Eis o verdadeiro ponto. Estou salvo em Jesus? Se amo a Deus e obedeço aos princípios tão claramente expostos em suas leis, estou em um bom caminho. Mas o que dizer das tradições?

Não cessou ainda a substituição dos preceitos de Deus pelos dos homens. Mesmo entre os crentes acham-se instituições e costumes que não têm melhor fundamento que as tradições dos Pais. Essas instituições, baseadas em autoridade meramente humana, têm suplantado as de indicação divina. Os homens se apegam a suas tradições, e reverenciam seus costumes, nutrindo ódio contra os que lhes procuram mostrar que estão em erro. Nesta época, quando somos mandados chamar a atenção para os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, vemos a mesma inimizade que se manifestava nos dias de Cristo[2]. (grifo nosso)

Outro grande ponto que merece destaque é a pressa de alguns nas mudanças ou crescimentos naturais e necessários. São radicais ao ponto de envenenar toda e qualquer boa pretensão de homens guiados por Deus. Querem estar na “crista da onda” das mudanças, e esquecem novamente de concentrar-se no verdadeiro ponto focal: Jesus Cristo. Ele é quem deve aprovar ou não. Apenas nEle subsistimos. E apenas olhando para o mestre saberemos como agir nas situações que nos são impostas dia-a-dia.

A lei de Deus é imutável, mas foi feita para homens que mudam todos os dias, que não vivem dias lineares. Como diz o Sábio, “tudo é novo debaixo do sol”. Mas daí, para novos hábitos, é um caminho árduo, e que deve ser feito com todo cuidado e equilíbrio, assim como nos demonstrou Jesus.

Às vezes parece-nos que toda a obra do Divino Mestre foi feita em semanas. Nada disso. Começou antes da criação do mundo, levou milênios até vir a terra, e quando veio, passou anos até conseguir ensinar aos discípulos como distribuir ao povo o “vinho novo”. Essa é a síntese do crescimento. Não significa que devemos esquecer o que passou, e que voltar pra lá às vezes se faz necessário.

Sobre crescimento e mudanças, C. S. Lewis escreve com muita coerência:

“A visão moderna, a meu ver, envolve uma falsa concepção do crescimento. Somos acusados de retardamento porque não perdemos um gosto que tínhamos na infância. Mas, na verdade, o retardamento consiste não em recusar-se a perder as coisas antigas, mas sim em não aceitar coisas novas. Hoje gosto de vinho branco alemão, coisa de que tenho certeza de que não gostaria quando criança; mas não deixei de gostar de limonada. Chamo esse processo de crescimento ou desenvolvimento, porque ele me enriqueceu: se antes eu tinha um único prazer, agora tenho dois. Porém, se eu tivesse de perder o gosto por limonada para adquirir o gosto pelo vinho, isso não seria crescimento, mas simples mudança”[3].

O grande problema que enfrentamos hoje, por mais doloroso que possa parecer para alguns, é que o mundo precisa continuar. Querem alguns professos “puritanos” que se dizem defensores do verdadeiro sentido de adoração e do modo como devemos viver ao lado de Cristo, que este se dê como foi no passado, a algumas décadas atrás. Com saudosismo olham para lá e almejam que voltássemos no tempo.

Síntese absolutamente impossível. As próprias palavras divinas nos advertem dessa possibilidade em viver de reviver o passado. Cristo nos aponta para o presente com Ele e para um futuro glorioso. O passado, nesse contexto, deve servir como base para as realizações atuais. Em Oséias 6:3 Ele nos diz: “então conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”.

Deus nos fez necessitados de conhecimentos a respeito DEle, e como é eterno e infinito, a nossa compreensão sobre Ele deve durar uma eternidade, e isso nos moverá sempre. Assim, viver limitado no tempo é gerar uma limitação da vida, porque a vida existe apenas NEle. O tempo muda, as coisas mudam, incluindo nossa percepção e modo de Vê-Lo. Porque mandar mensagens via pombo-correio, se o posso fazer através da internet? Veja, o conteúdo continua o mesmo, mas a forma de fazer mudou. E muitos ficam perdidos, isolados do mundo.

Esse é sem dúvida um dos maiores perigos em relação ao apego as tradições ultrapassadas. Também pode ocorrer a mecanização da adoração e da relação com Deus, já que a pessoa passa a achar que existem apenas maneiras pré-determinadas de fazê-lo. Pode ocorrer ainda certa perseguição aos que pretendem algo diferente. Basta olhar para o exemplo de Jesus. Quantas vezes foi Ele perseguido pelos ávidos defensores da moral, do bom e da verdade?

Mas, o continuar a conhecer a Deus abre novas oportunidades. Novo culto, nova adoração, novo contato, novas formas de ver coisas antigas. É o novo melhorando o que já passou, e amanhã o processo deve repetir-se.

Mas, para isso, é preciso que este crescimento, seja acompanhado com a presença do Espírito Santo, pois somente Ele sabe o verdadeiro caminho e a verdadeira necessidade, de forma que o verdadeiro crescimento (ou mudança) seja efetivo e benéfico.

Enfim, que as palavras escritas por Deus para a nossa vida em Filipenses 3:13,14 possam encontrar guarida em nosso coração quando tratarmos sobre o assunto tradição e renovação em nosso meio:

“... faço uma coisa: esqueço-me do que ficou para trás e esforço-me por atingir o que está diante de mim. Deste modo, caminho em direção a meta para obter o prêmio que Deus nos prometeu dar no céu por meio de Cristo Jesus."

[1] Livro: O Desejado de Todas as Nações, capítulo: Levi Mateus, Ellen G. White.

[2] Livro: O Desejado de Todas as Nações, capítulo: Tradição, Ellen G. White.

[3] Texto: Três maneiras de se escrever para crianças, C. S. Lewis.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Porque nos vem aperreio?


Esse texto é sim repetido. Mas a situação é nova. Espero em Deus que faça diferença.

Tenho uma amiga que está passando por um tremendo aperreio. Porque essas coisas acontecem para os filhos de Deus? Onde está a lógica de tudo isso?
No livro Patriarcas e Profetas, da escritora Ellen G. White, vemos um lindo trecho falando sobre Abraão, você e eu em relação as nossas provações. O texto diz assim:
“O Senhor em Sua providência trouxera esta prova a Abraão a fim de lhe ensinar lições de submissão, paciência e fé, lições que deveriam ser registradas para benefício de todos os que mais tarde fossem chamados a suportar a aflição.
Deus dirige Seus filhos por um caminho que eles não conhecem; mas não Se esquece dos que nEle põem a confiança, nem os rejeita. Permitiu que a aflição sobreviesse a Jó, mas não o abandonou. Consentiu que o amado João fosse exilado para a solitária ilha de Patmos, mas o Filho de Deus o encontrou ali, e sua visão esteve repleta de cenas de glória imortal.
Deus permite que as provações assaltem Seu povo, a fim de que pela sua constância e obediência possam eles mesmos enriquecer espiritualmente, e possa o seu exemplo ser uma fonte de força aos outros. "Eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal." Jer. 29:11.
As mesmas provações que da maneira mais severa provam a nossa fé, e fazem parecer que Deus nos abandonou, devem levar-nos para mais perto de Cristo, para que possamos depor todos os nossos fardos a Seus pés, e experimentar a paz que Ele, em troca, nos dará".

Nordestinês



Nordestino não fica solteiro, ele fica solto na bagaceira!
Nordestino não vai com sede ao pote, ele vai com a bexiga taboca!
Nordestino não vai embora, ele vai pegar o beco!
Nordestino não diz 'concordo com você', Ele diz: Né issssso, homi!!!!
Nordestino não conserta, ele imenda!

Nordestino quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!Nordestino não bate, ele 'senta-le' a mãozada!Nordestino não sai pra farra... ele sai pro muído, pra bagaça!
Nordestino não bebe um drink, ele toma uma!
Nordestino não é sortudo, ele é cagado!
Nordestino não corre, ele dá uma carreira!
Nordestino não malha dos outros, ele manga!Nordestino não conversa, ele resenha!
Nordestino não toma água com açúcar, ele toma garapa!
Nordestino não engana, ele dá um migué!
Nordestino não percebe, ele dá fé!Nordestino não sai apressado, ele sai desembestado!


Nordestino não aperta, ele arroxa!
Nordestino não dá volta, ele arrudeia!Nordestino não espera um minuto, ele espera um pedacinho!

Nordestino não é distraído, ele é avoado, apombaiado!

Nordestino quando está irritado com alguém que fica 'botando boneco', diz: Homi largue de frangagem!
Nordestino não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!
Nordestino não passa a roupa, ele engoma a roupa!
Nordestino não houve barulho, ele ouve zuada!
Nordestino não acompanha casal de namorados, ele segura vela!Nordestino não rega as plantas, ele 'agoa' as plantas.
Nordestino não quebra algo, ele tora!
Nordestino não é esperto, ele é desenrolado!
Nordestino não é rico, ele é um cabra estribado!
Nordestino não é homem, ele é macho!
Nordestino não chama 'seu desalmado', ele grita 'infeliz das costa ôca!'

Nordestino não pede almoço, ele pede o cumê
Nordestino não come carne, ele come 'mistura'
Nordestino não lancha, merenda!
Nordestino não fica satisfeito quando come, ele enche o bucho!
Nordestino não dá bronca, dá carão!Nordestino não fica com raiva, ele 'pega ar'!
Nordestino não casa, ele se amanceba!
Nordestino não tem diarréia, tem caganeira!
Nordestino não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Nordestino não tem perna fina, ele tem dois cambitos!


Nordestino não é mulherengo, ele é raparigueiro!
Nordestino não se diverte, ele "bota pa decê"!
Nordestino não joga fora, ele rebola no mato!
Nordestino não exagera, ele alopra!Nordestino não vigia as coisas, ele pastora!
Nordestino não se dá mal, ele se réia, se lasca todinho!
Nordestino quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: Viiixi Maria! Aff maria!
Nordestino não vê coisas de outro mundo, ele vê uns malassombros!
Nordestino não é escroto, é o creca!

Nordestino não é chato, é caningado!
Nordestino não é cheio de frescura, é pantinzeiro!
Nordestino não pula, dá pinote!
Nordestino não arranja briga, arranja intriga!
Nordestina não fica grávida, fica buxuda!Nordestino não fica bravo, fica com a gota serena!
Nordestino não é malandro, é cabra de pêia!
Nordestino não fica apaixonado, ele arrêia os pneus todinho!.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Devaneios 3



– Quer este?

– Não, acho que não.

– Tome. É de menta!

– Acho que não vou querer.

– Sorvete de menta? Porque?

– Sei lá.

– Hum. Tá bom. Vou comer tudo sozinho.

– Certo.

– Você quer o de menta?

– Não. Já provei. Só quero napolitano.

– Nossa. O de menta é bom do mesmo jeito.

– Sei não. Gostei sempre do napolitano. Não pretendo mudar.

– Hum. Você já parou pra pensar que existe algo além do napolitano?

– Aí é traição, você não acha?

– Não. Não é. É crescimento. Você tem o de napolitano, mas pode provar o de menta. Enquanto tiver.

– Sei não. Estou decidindo.

– Certo.

– Bom, não é?

– Aham.

– Sorvete?

– Não. Já tenho o que preciso, embora nem sempre o que quero.

– Não. Perguntei se ainda restou de menta.

– Não. Pelo que vejo, acabou.

– Assim? Rápido não é?

– É porque deve ser bom. Ou é porque é novo?

– E agora?

– Faz.

– E se você não quiser?

– Isso eu escolho.

– Posso escolher?

– Não sei. Na verdade nunca fizestes.

– Acho que sim.

– De menta?

– Aí posso eu fazer.

– Mas e seu eu quiser?

– Bem, é uma escolha. Já que agora estamos só com a casquinha.

– É bom, não é?

– É.

– Concordo.

– O que precisamos?

– Fazer. E não feito.


sábado, 27 de junho de 2009

Saboreie Deus



Você já saboreou Deus? Salmos 34:8 diz: “Provai e vede que o Senhor é bom. Bem-aventurado o homem que nEle se refugia”. Provai. Para mim, dá logo um sentido de experimentar. Experimente que Ele é bom. Você sabe que Deus é bom? Todos os anjos sabem, Israel sabe. Mas resta você saber que Deus é bom.

Experimentar significa sentir que é bom. Mas quando eu não sinto? Quando tudo parece dizer e ecoar que Deus não é bom, o que faço? Quando tenho quimioterapia, como experimento? Quando morre quem eu amo, como experimento? Quando há dor? Quando, quando, quando…

O problema é que experimentar é sentir de imediato, ou seja, eu tenho que ter boas sensações e tem que ser hoje. Ninguém quer ir ao médico e tomar remédio para ficar bom daqui a uma semana. Ninguém quer fazer regime para daqui um ano. Eu quero aqui e agora, mas pra Deus isso não serve porque experimentar é ver mais longe.

Veja só, pergunte a Isaque quando estava sendo “sacrificado”, congele a cena e pergunte: “Isaque , Deus é bom”? Ele iria responder: “Espero que sim, veja a peixeira de papai”. Pergunte a José quando esteve preso injustamente: “Deus é bom”? Ele diz: “Não sei, mas eu sou inocente”. Pergunte a Jonas na barriga do peixe: “Deus é bom”? Ele diz: “Não sei, só sei que aqui cheira mal.

Vemos o hoje e a gente tem que ver o amanhã porque Deus é bom. Mas eu não sinto. Espera, espera e espera. Você vai saber lá na frente que Deus é bom. Escrevi isso para vocês da igreja que é um ninho. A igreja que amei e amo. Se tem alguém com dor espere, pois o melhor está por vir porque Deus é bom. Saboreie Deus.


Pr. Ivan Góes



quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Menina mais linda do mundo



Incógnito: Definitivamente você é a menina mais linda do mundo...

Menina mais linda do mundo: ...

Incógnito: ...

Menina mais linda do mundo: Está apaixonado por mim?

Incógnito: Por que diz isso?

Menina mais linda do mundo: Todo homem se apaixona pela menina mais linda do mundo.

Incógnito: Todo mundo é apaixonado por você, então?

Menina mais linda do mundo: O mundo não é o mesmo para todos. Se você diz que sou a menina mais linda do mundo é do seu mundo que você fala.

Incógnito: Mas eu já me apaixonei por outras meninas que não eram você, que é a única menina mais linda do mundo.

Menina mais linda do mundo: Elas já foram as meninas mais lindas do seu mundo. Foram durante a sua paixão por elas.

Incógnito: E meu mundo mudou por eu deixar de estar apaixonado por elas?

Menina mais linda do mundo: Talvez sua forma de ver o mundo tenha mudado.

Incógnito: Talvez você tenha mudado a minha forma de ver o mundo.

Menina mais linda do mundo: Aposto que você diz isso pra todas...

Incógnito: Não... Somente para as meninas mais lindas do mundo....


Baseado numa menina Real...


... Mas que parece Sonho...



De um incógnito...


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Expresso



Em quanto tempo você conseguiria 10 mil reais pra tirar um amigo do sufoco? E pra fazer uma chapinha no cabelo feminino? Dizem as más línguas que vai depender muito do tipo em questão. O certo é que pra fazer algumas coisas simples nós sempre levamos algum tempo.

Já pensaram em quanto tempo é necessário para o Corpo de Bombeiros da sua cidade efetuar um salvamento em sua casa? Nesse intervalo de tempo, o que você faria? Dá pra fazer um bocado de coisa, inclusive ficar desesperado, até o momento que o sentimento seja de impotência e incerteza diante do tempo necessário para esses guerreiros chegarem em sua casa.

Em quanto tempo Deus efetua uma salvação? As respostas em minha mente já foram várias. Um piscar de olhos é uma delas. Imagine alguém que morre confiando no poder restaurador de Deus. É um piscar. O antes e o depois. Antes de morrer. A morte, no qual não sabemos nada. A vida eterna, quando Cristo voltar. E o intervalo disso tudo? Uma piscada de olho.

Para alguns pode ser o tempo de um pedido de socorro. Um amigo chamado Pedro certa vez me contou que bastou um desesperado “me salva!” pra que as mãos de nosso Pai pegassem as dele e levantasse o seu corpo que estava afundando no mar.

Já pra outros é o tempo de um pensamento. Já ouvi casos de pessoas que em desespero pediram a Deus entendimento e enquanto ainda pensavam nisso, amigos protetores foram comissionados a efetuar esclarecimentos e salvação a almas aflitas.

Hoje, sei que a salvação é anterior a nós. Antes de pensarmos ou pedirmos, ela já está lá.

Isso é um ato de misericórdia. Nem sempre saberíamos reconhecer a salvação de pronto. Há uma música que diz que a sua graça insiste em salvar-nos. E antes de pedirmos ou ansiar pela mesma, ela já está lá. Ou melhor, aí. E aqui. Do nosso lado.

Quem é a misericórida? Deus. Quem estendeu a graça? Deus. Quem é o cordeiro que tira o pecado do mundo? Deus. Quem estava lá antes de tudo existir? Deus.

Só Ele pode tudo. Somente nEle existe salvação.

Assim, entendo que o que me salva não é uma situação. Não é um estado de vida. não importa se sou bom ou ruim. Isso não quer dizer nada. Não se trata de animal, coisa, jeito ou estado. Se trata de alguém.

E esse alguém já pagou tudo por mim e você. Por isso espero que Ele (a salvação e esperança pra mim e você, que somos pó) continue a insistir em salvar-nos, enquanto tropeçamos e esquecemos às vezes o quanto Ele é bom.

Vamos hoje até Ele. Pedir perdão, sua presença e conseqüentemente sua salvação, que já está garantida para todo aquele que crê. E diga hoje: “Ó Senhor, eu creio. Ajuda-me na minha falta de fé!”


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Quebra cuca



Dúvida cruel.

Do que as mulheres gostam mais? Dos cafajestes ou dos certinhos? Dos malandros ou dos Decentes? Dos muito ousados ou dos sossegados? Dos Infiéis ou fiéis?

Porque nadando contra a minha concepção de estilo de vida masculina ideal para o estilo feminino, a revista Criativa fez uma “pesquisa” que em minha modesta opinião, se for verdade, constata (infelizmente) que as mulheres são seres contraditórios que dizem gostar de tranqüilidade e afetividade enquanto anseiam na verdade por sofrimento e insegurança advinda dos cafajestes (masoquismo).

É isso mesmo. É “ciência”. Foi mais ou menos isso que está escrita na revista de circulação nacional ao criticar Kaká (agora jogador do Real Madrid) e seu estilo de vida familiar e suas preferências.

Vejam o texto (retirado do blog Criacionista do jornalista Michelson Borges) que saiu na revista acima citada:


"A lista é polêmica, mas não foi feita ao acaso. Mais de 4 mil leitoras votaram em uma pesquisa online em nosso site. Também consultamos jornalistas do ramo [?] e especialistas no mundo das celebridades para chegar a esses nomes. Caso você discorde, por favor, escreva, desabafe e envie para nós o seu próprio elenco de 'apagadinhos'. (...) Eleito o melhor jogador do planeta, considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela Time, garoto-propaganda da Armani... O.k., Kaká é bem-sucedido, mas infinitamente sem graça nem sal. Seguidor da igreja da bispa Sônia, até outro dia se dizia virgem! A imagem que passa é a do moço bonzinho que só faz sexo de luz apagada e debaixo dos lençóis" (Criativa, agosto de 2008, p. 93, ed. Globo).


Fiquei com a cuca virada. E então mulheres? Cafajeste ou certinho? Ronaldo Fenômeno ou Kaká? (nessa pergunta, por favor, não olhem pra beleza – se é que isso é possível – e sim para o modo de viver).

Homens, alguma solução?


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Livres do amor




"Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente o seu coração vai doer e talvez partir-se. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo a ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva- se cuidadosamente nos seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife do seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar – ele vai mudar. Ele não vai partir-se – vai tornar- se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e perturbações do amor é o inferno".

C. S. Lewis.


sábado, 30 de maio de 2009

Arthur e a gaita

esse é o meu sobrinho Arthur. Como estava com saudades dele, resolvi postar esse vídeo mostrando uma de suas múltiplas capacidades... Apesar da jovialidade, o cara tem um talento e um domínio de palco incrível...











quarta-feira, 27 de maio de 2009

Aquilo que não se pede


 

Anônimo Incógnito: Me dá um beijo?

Garota: ...

Incógnito: ...

Garota: Nunca te disseram que beijo não se pede, que beijo se dá?

Incógnito: Mas, e se eu te der e você não quiser?

Garota: Isso eu resolvo...

Incógnito: Você vai me bater?

Garota: Não!

Incógnito: Vai sair correndo?

Garota: Não!

Incógnito: Vai me bater e sair correndo?

Garota: Menino, você nem sabe se eu vou recusar o beijo ou não...

Incógnito: Você vai?

Garota: Perguntar assim é o mesmo que pedir um beijo.

Incógnito: Mas eu preciso saber! Afinal eu não quero que você me bata e saia correndo.

Garota: Eu nunca faria isso. Se eu recusasse, eu viraria o rosto sutilmente.

Incógnito: Aí o beijo pegaria na bochecha. Mas se eu mirasse então na sua bochecha e você virasse, eu poderia então acabar beijando a sua boca... Ah, mas não teria graça, por que... se você virou é porque não quis. E se você não quiser, eu também não quero, por que...

Garota: Menino!

Incógnito:  Você quer?

Garota: Você ta fazendo de novo... Isso você tem que descobrir por outros meios.

Incógnito: Sem perguntar?

Garota: É. Sem perguntar...

Incógnito: Hum...

Garota: ...

Incógnito: Posso perguntar se você gosta de mim?

Garota: Pode.

Incógnito: Você gosta?

Garota: É, gosto.

Incógnito: Gosta muito?

Garota: É, gosto muito.

Incógnito: Gosta a ponto de me dar um beijo?

Garota: Menino...

Incógnito: Ah, desculpe.

Garota: Dizem que se pode descobrir isso olhando nos olhos da pessoa.

Incógnito: É?

Garota: É.

Incógnito: Deixa eu ver!...

Garota: ...

Incógnito: Abra bem os olhos pra eu ver tudo.

Garota: ...

Incógnito: ...

Garota: E então?

Incógnito: Por favor, não me apresse... Deixa eu ficar olhando mais um pouquinho.

Garota: ... ... ...

Incógnito: ... ... ...

Garota: Eu preciso ir.

Incógnito: Já?

Garota: Já. Faz três horas que estamos aqui.

Incógnito: Você não me respondeu.

Garota: E você não descobriu...

Incógnito: Ah menina, eu gosto tanto de você... E se era pra eu descobrir alguma coisa nos seus olhos, eu devo ter feito tudo errado. Por que tudo o que eu fiz foi me perder dentro deles. Assim como eu me perco toda vez que você sorri, fazendo o meu coração bater pra tantos lados diferentes, numa angústia que me diz que ele só se conterá dentro de mim quando eu puder abrigar esse seu sorriso insuportavelmente lindo nos meus lábios. E quando finalmente a coragem pra isso me vier, será em tal intensidade que qualquer movimento que venha contra isso, por mais sutil que seja, será capaz de me desintegrar em mil pedaços. E por isso que eu preciso saber se...

Garota: Menino!

Incógnito: O que? O que eu fiz dessa vez?

Garota: Posso te dar um beijo?

Incógnito: ...

Garota: ...


E, até aquele dia, beijo não se pedia...


... E ainda não se pede....

 

 

 

De um Incognito...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O que realmente importa

Sozinho no quarto. Era o primeiro momento dentre muito tempo. Paz e até um pingo de solidão. Silêncio suficiente para poder ouvir depois de muito tempo Deus falando assim: “Abro a minha mão e satisfaço aos desejos de todos os viventes.”
O resto do Salmo 145 serviu para complementar o que Deus dizia. As palavras ficaram claras até o momento em que a lição completa veio à tona.
Ao segurar um bebê, gripado, pude ver o que realmente importante. E pode ter certeza, não é uma camisa de marca. Fiz uma rápida oração pedindo a cura de tão dócil criatura. Senti um leve desespero ao ver aquele pequeno ser se esforçando para sorrir e brincar enquanto lutava contra uma desvairada gripe.
Sabe o que realmente importa? Ter um quarto cheio de amigos legais, fazendo coisas simples tal como conhecer gente nova. Vale muito mais que uma andada para olhar vitrines em um shopping cheirando a novo.
Que tal uma visita despretensiosa a alguém que não está muito longe, mas que se sente feliz com a sua presença? É incrível. E a felicidade de um sobrinho que algum tempo você não via? É o máximo. A leitura de um livro antigo, já meio surrado? Isso pode trazer uma paz indescritível.
Conhecer e reconhecer gente que você não via. Sentar ao lado de quem é realmente importante e bater um papo despretensioso em um momento em que todas as outras pessoas estão tensas. São esses os momentos que realmente importa. São essas coisas que Deus quer dar, os verdadeiros desejos do coração de cada um de nós.
E não o que a sociedade e esse mundo oferecem. O máximo que se pode acontecer é ficar momentaneamente satisfeito com algumas coisas que logo perdem o seu falso valor.
Mas o que Cristo oferece é algo muito maior. É felicidade pura. É satisfação. É cumprir todos os nossos desejos, que Ele conhece e sabe bem melhor do que nós. É nisso que vale a pena se apegar. E deixar de lado os desejos egoístas que nos é oferecido.
E que a certeza ao fim do seu dia, seja uma pessoa: Cristo, que tudo pode e tudo sabe, e que “cumpre o desejo dos que o temem” e que nunca decepciona àqueles que põem os olhos nEle.

domingo, 10 de maio de 2009

Tempinho



A partir de agora, 1 semana de Jejum do Blog, com possibilidade de prorrogação por igual período, podendo ser quebrado unicamente por um texto que está sendo preparado sobre a música.

Em breve voltaremos com toda força.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Hino privatizado




Se a imagem estiver sendo exibida de maneira pequena, 
clique sobre ela e se abrirá uma nova janela
com a imagem em tamanho real.


sábado, 2 de maio de 2009

Gólgota



Até o Gólgota cruel
Com uma cruz sobre Ele
Caminha o Cordeiro de Deus
A coroa levou e a cruz carregou
Mas o peso seu corpo venceu
Pois a cruz que era emblema de culpa mortal
A coroa de espinhos insígnia do mal
Os pecados do mundo em seus ombros levou
Pela senda o carregou
Ao Gólgota cruel.

Até o Golgota qual
Com minha carga cruel
Não me pede Jesus que eu vou
Mas coroa terei, minha cruz levarei
Em serviço leal ao meu Deus
Levarei pois a cruz que me pede levar
Morrerei a vitória ao orgulho do mal
Vitorioso serei por tua graça e poder
Seguirei ao Cordeiro
No Gólgota cruel.

Por Marcelino Azevedo

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Devaneios



Tudo parece tão estranho. São os devaneios. É a arte de poder ir sem sair, e poder sair sem ir a lugar algum ou nem mesmo alugar lugar real da vida e emoção de ninguém.

 É a possibilidade de ser sem nunca ter sido de verdade ou mesmo viver uma verdade num ambiente fantasioso mas que versa ainda muito sobre a totalidade de nossa vida real.

 É poder dizer que não se arrepende. Ou mesmo se arrepender, pois o nunca se arrepender é o remédio de mentes dementes, daqueles nunca aptos a sentir, desejar ou mesmo viver, o que prefere apenas a cova, a loucura de um defunto, visão nada antagônica da falta de risco da vida que alguns até insistiriam em chamar de submetida.

 Piano. Cavalete. Doer e avisar, ainda que a dor não seja física. Mais algum? Que tal acarajé? Nunca. Ou sim? Como poder saber? Não são devaneios? Pode-se ir. É possível cobrar? De pensar que um brinquedo poderia ser importante, brinca-se com a imaginação de outros e desperdiçam-se momentos sem saber se são realmente desperdícios.

 Mina-se a imaginação e pergunta-se o valor da pena ou se vale a pena, ainda que pareçam a mesma coisa.

 Devaneios? Sim. Expectativas? Ainda mais, pois entre duas opções a mais plausível seja nenhuma. A dificuldade de ter constância é a mais profunda fraqueza de um forte guerreiro que ante as opções ainda não sabe do poder de se ter a possibilidade de encontrar e disputar de quem é melhor. Ou ficar apenas calado.

 Não importa. Parece que agora ou se fala muito ou fica-se calado. É preciso ir? Não se sabe. Já vieram até. Foi-se? Talvez espera-se não por muito, porque entre esperar e esperar, parece que o vir é o melhor. Até quem sabe o folguedo seja mais lógico com a segunda opção que é exatamente igual à primeira. Só que vai. Apesar de achar que deve vir. Então, mais ou menos vem e vai. Faz-se esforço.

 Esforço tão malogrado, que se vê esvair entre os dedos quando não se sabe nunca. Não se sabe do acompanhamento, se é o vinagrete ou o vatapá. O pior de tudo é poder acabar com o molho de pimenta. Que é picante. Nunca operante, mas altamente percebível.

 Principalmente para aqueles que estão prontos para dar e possuir uma surpresa.

 Assim, nada mais resta além de se fazer entender em um mundo tão difícil e complicado.