sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Todas elas juntas num só ser



Não canto mais Babete nem Domingas

Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;

Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;

Nem Ana nem Luiza, do maior;


Já não homenageio Januária,

Joana, Ana, Bárbara, de Chico;

Nem Yoko, a nipônica de Lennon;

Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;


Nem a tigreza nem a vera gata

Nem a branquinha, de Caetano;

Nem mesmo a linda flor de Luiz Gonzaga,

Rosinha, do sertão pernambucano;


Nem Risoflora, a flor de Chico Science,

Nenhuma continua nos meus planos.

Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;

Nem Anna Júlia do Los Hermanos.


Só você,

Hoje eu canto só você;

Só você,

Que eu quero porque quero, por querer.


Não canto de Melô pérola negra;

De Brown e Hebert, uma brasileira;

De Ari, nem a baiana nem Maria,

Nem a Iaiá também, nem minha faceira;


De Dorival, nem Dora nem Marina

Nem a morena de Itapoã;

Divina garota de Ipanema,

Nem Iracema, de Adoniran.


De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;

De Michael Jackson, nem a Billie Jean;

De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;

Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;


Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,

Das doze deusas de Edu e Chico;

Até das trinta Leilas de Donato,

E de Layla, de Clapton, eu abdico.


Só você,

Canto e toco só você;

Só você,

Que nem você ninguém mais pode haver.


Nem a namoradinha de um amigo

E nem a amada amante de Roberto;

E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;

Nem Isabel - Bebel - de João Gilberto;


E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;

Nem, de Totó, na malafemmená;

Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;

Nem a mulata mulatinha de Lalá;


E nem a carioca de Vinícius

E nem a tropicana de Alceu

E nem a escurinha de Geraldo

E nem a pastorinha de Noel


E nem a namorada de Carlinhos

E nem a superstar do Tremendão

E nem a malaguenha de Lecuona

E nem a popozuda do Tigrão


Só você,

Hoje elejo e elogio só você,

Só você,

Que nem você não há nem quem nem quê.


De Haroldo Lobo com Wilson Batista,

De Mário Lago e Ataulfo Alves,

Não canto nem Emília nem Amélia,

Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!


E nem Angie, do stone Mick Jagger;

E nem Roxanne, de Sting, do Police;

E nem a mina do mamona Dinho

E nem as mina – pá! - do mano Xiz!


Loira de Hervê e loira do É O Tchan,

Lôra de Gabriel, o Pensador;

Laura de Mercer, Laura de Braguinha,

Laura de Daniel, o trovador;


Ana do Rei e Ana de Djavan,

Ana do outro rei, o do baião

Nenhuma delas hoje cantarei:

Só outra reina no meu coração.


Só você,

Rainha aqui é só você,

Só você,

A musa dentre as musas de A a Z.


Se um dia me surgisse uma moça

Dessas que com seus dotes e seus dons,

Inspira parte dos compositores

Na arte das palavras e dos sons,


Tal como Madallene, de Jacques Brel,

Ou como Madalena, de Martinho;

Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,

E a manequim do tímido Paulinho;


Ou como, de Caymmi, a moça prosa

E a musa inspiradora Doralice;

Se me surgisse uma moça dessas.

Confesso que eu talvez não resistisse;


Mas, veja bem, meu bem, minha querida;

Isso seria só por uma vez,

Uma vez só em toda a minha vida!

Ou talvez duas... mas não mais que três...


Só você...

Mais que tudo é só você;

Só você...

As coisas mais queridas você é:


Você pra mim é o sol da minha noite;

É como a rosa, luz de Pixinguinha;

É como a estrela pura aparecida,

A estrela a refulgir, do Poetinha;


Você, ó flor, é como a nuvem calma

No céu da alma de Luiz Vieira;

Você é como a luz do sol da vida

De Steve Wonder, ó minha parceira.


Você é pra mim e o meu amor,

Crescendo como mato em campos vastos,

Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;

Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;


Mais que a divina dama pra Cartola;

Que a domna pra Ventadorn, Bernart;

Que a honey baby pra Waly Salomão

E a funny valentine pra Lorenz Hart.


Só você,

Mais que tudo e todas, é só você;

Só você,

Que é todas elas juntas num só ser.


Lenine

Se bem que eu queria colocar Otávio...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Jesus entende



O dono de uma livraria uma vez me contou sobre uma senhora muito irritada que entrou em sua loja, com passos fortes, carregando um livro meu intitulado Deus chegou mais perto (Editora Vida Cristã). Ela bateu o livro com toda força no balcão, disse umas poucas e boas sobre ele e depois gritou para que todo mundo nas proximidades ouvisse: "Meu Deus não tinha espinhas!"

Eu sei o parágrafo que fez com que saísse faísca da caixa de alta tensão em que ela se transformara:

Jesus talvez tenha tido espinhas. Ele, quem sabe, não tinha boa voz. Uma garota da mesma rua pode ter-se interessado por ele e vice-versa. É possível que seus joelhos fossem ossudos. Uma coisa é certa: Embora completamente divino, Ele era completa-mente humano.

Entendo por que a mulher se irou. Posso entender seu desconforto. Sempre consertamos o rachado no vitral colorido, ou limpamos qualquer sujeira do altar. Há algo de seguro num Deus que nunca teve calos. Há algo de maravilhoso sobre um Deus que nunca sentiu dor. Há algo de majestoso num Deus que nunca ralou seu cotovelo.

Todavia, há algo de frio sobre um Deus que não pode compreender o que você e eu sentimos.

Se eu tivesse um instante com aquela senhora, perguntaria a ela o seguinte: "Jesus pode não ter tido espinhas, mas a senhora não queria que ele tivesse?"

Cada página dos evangelhos nos leva de volta a este princípio crucial: Deus sabe o que você está sentindo. Do funeral à fábrica, à frustração de uma agenda exigente. Jesus entende. Quando você diz a Deus que chegou no seu limite, ele sabe o que quer dizer. Quando balança a cabeça diante de prazos impossíveis, ele balança também. Quando seus planos são interrompidos por pessoas que têm outros planos, ele sente a mesma coisa. Ele esta lá e sabe como você se sente.

Antes de resumir nossa história desse dia estressante na vida de Jesus, deixe-me levar você para um outro dia, ainda mais recente.

Dia 15 de fevereiro de 1921, em Nova York, numa sala de cirurgia do Hospital Kane Summit, um médico estava executando uma apendicectomia.

Muitas vezes, os eventos que levam a uma cirurgia são rotineiros; o paciente reclama de dores abdominais agudas, o diagnóstico mostra claramente uma inflamação no apêndice. O médico Evan O'Neill Kane estava liderando essa cirurgia. Em sua distinta carreira médica de 37 anos, já tinha realizado quase 4 mil apendicectomias; por conseguinte, essa cirurgia seria mais uma rotineira, exceto por dois motivos.

A primeira novidade dessa operação? O uso de anestesia local na cirurgia principal. O doutor Kane era um combatente dos riscos da anestesia geral. Ele argumentava que uma aplicação local era mais segura. Muitos dos seus colegas concordavam com ele, a princípio, mas para concordarem na prática, teriam de ver a teoria sendo aplicada.

Dr. Kane estava a procura de um voluntário, um paciente que queria se submeter a uma cirurgia sob os efeitos de anestesia local. Não foi fácil encontrar um voluntário; muitas pessoas tremiam só de pensar que estariam conscientes durante a cirurgia. Outras tinham medo de que o efeito da anestesia terminasse logo.

Finalmente, apesar de tudo, Dr. Kane encontrou um candidato. Na terça-feira de manhã, 15 de fevereiro, a histórica operação aconteceu.

O paciente fora preparado e já colocado na sala de operações. Uma anestesia local fora aplicada. Do mesmo modo como já tinha feito milhares de vezes, Dr. Kane cortou os tecidos superficiais e localizou o apêndice, habilidosamente removeu o apêndice e concluiu a cirurgia. Durante o procedimento, o paciente reclamou apenas de desconfortos mínimos.

O voluntário foi levado para o pós-operatório e colocado sob cuidado hospitalar. Ele se recuperou rapidamente e foi dispensado dois dias depois.

Dr. Kane provou sua teoria. Graças à disposição de um voluntário corajoso, Kane demonstrou que a anestesia local era uma alternativa viável e até preferível.

No entanto, eu disse que havia dois fatos que diferenciaram essa cirurgia. Disse que a primeira foi o uso da anestesia local. A segunda foi o paciente: o candidato corajoso para a cirurgia do Dr. Kane foi o próprio Dr. Kane.

Para provar que estava certo, Dr. Kane operou a si mesmo!

Sábia decisão. O médico se tornou o paciente de modo a convencer outros pacientes a acreditarem no médico.

Compartilhei essa história com vários profissionais da saúde. Cada um me deu uma resposta: sobrancelhas altas, sorrisos suspeitos e palavras duvidosas: "Não dá para acreditar!"

Talvez não dê mesmo. Mas a história do médico que se tornou seu próprio paciente é poucas vezes comparada com a história do Deus que se tornou humano. Mas Jesus assim o fez para que acreditássemos que o Médico dos médicos sabe dos nossos sofrimentos; ele voluntariamente se tornou um de nós. Ele se colocou em nosso lugar e sofreu nossas dores e medos.

Rejeição? Ele a sentiu. Tentação? Também sabe do que se trata. Solidão? Ele também a experimentou. Morte? Provou dela.

E pressão? Poderia escrever um livro de sucesso sobre o assunto.

Por que fez isso? Por uma única razão: para que quando você sofresse, fosse até ele, seu pai e seu médico, e ele o curasse.


Max Lucado


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Devaneios 5



O desafio foi lançado e ninguém o acertou. Mas Ele continua. Mais difícil. Mais estranho. E mais revelador.

Basta pensar que se zero significa nada, então um edifício não pode ter zero no alicerce. E sabendo que o ponto de partida possui simpleza, é não dissimulado, e os subseqüentes deslocam-se até um Tostão, resta revelar o segundo maior segredo de todos.

011315 | 1 | 10100221221120212120 | 1001103113201131013 | 1 | 1142511423 | 1116 | 634545 | 125481503040

E quanto ao desafio abaixo, mais fácil que o que está acima, continuará, até o próximo devaneio.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Desafio ao devaneio



Na verdade, esse devaneio é completamente decifrável. portanto, não é completamente um devaneio. É uma mensagem.

E a quem decifrar a mensagem, cabe a promessa: Levo ao Kani e pago alguns Temakis (o Skin eh ótimo, de acordo com uma amiga e provado por mim... É ótimo mesmo). A promoção é por tempo limitado, pessoal e intransferível.

E aqui vai uma dica:

O grande segredo inicial, por mais incrível que pareça, não estão nos números. O melhor mesmo consiste em observar o estilo, o palavreado que está implícito em toda essa coleção de números.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Devaneios 4



Esse era o mais explicito, pois o tempo estava quente. O sol, a pino. O emissário, feliz, apreensivo, meio perdido, também triste.

A terra, estranha. Onde pisava, ninguém sabia (talvez apenas o dono da realidade não o sabia). Mas, o código existia. A base de tudo era a branca de neve com os anões. Era preciso então, contar aos dedos. Dos pés ou da mão. Nunca juntos.

E como uma imensa loucura, e sem saber de onde vinha, lera e entendera. E a resposta estava bem diante dos olhos. Ou na janela. E os números, por mais incrível que pareçam, estavam na seqüência. Ou eram as letras que o estavam? Ou um representavam o outro?

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2263316733711 | 16162630777 | 66022201246164207 | 0637 | 520111 | 12455160515 | 114512455?

4101 | 027357 | 0625 | 055672576731661 | 5191905 | 376727 | 110532431 | 04404174257.

17 | 16740760537 | 13734037735. 05 | 1011 | 027167113. 2155304341417 |2727333322141.

376107 | 03030714535. 05 | 421523 | 660521 | 072750514741126. 4101 | 376727 | 05 |

115061357 | 0602653101031 | 16772667245057 | 0205011022014357.

05 | 75051031 | 2155304336627 | 351454074056047, 1751 0171235. 3561 | 14570026566, 520111| 20333743501. 564061 | 021441655411144431. 042674261 | 01441 | 345371015121.

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Enfim, ele resolveu passar adiante. Ao próximo, o segredo deveria ser inevitável. Ou não? De qualquer forma, o presente estava prometido. Para alguns, a maior idiotice. Para outros, era muito legal. Mas no fim de tudo, a resposta era o que importava mesmo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tradição & Crescimento



Nunca houve um tempo na igreja em que se discutiu tanto sobre adoração. A verdadeira adoração. Um misto de certezas e pretensas verdades têm enchido diversos blogs, artigos e revistas falando sobre o tema. Líderes da igreja falam de forma aberta e desequilibrada sobre temas ao qual não cabem tendências preconceituosas, enquanto outros tantos seguem uma linha de escusa em buscar e aprender sobre todos os pontos envolvidos.

Texto após outro, o assunto bateria, percussão, instrumentos possíveis na igreja fica em voga. Mas não é exatamente sobre isso o tema desse texto. Dessa vez, o ponto que procuro tocar é sobre tradição. O que podemos discorrer sobre ela? Até que ponto as leis dos homens tem superado os princípios divinos?

Esse tema me ocorreu desde o momento em que li a melhor explicação para o verso de Lucas 5:37: "Ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão."

Ellen White comenta que os odres de couro usados como vasos para guardar o vinho novo, ficavam depois de algum tempo secos e frágeis, de tal forma que se tornavam inúteis para tornar a servir ao mesmo fim. Jesus queria mostrar a todos por meio dessa ilustração familiar, a condição dos guias judaicos e também a condição de muitos líderes em nossos dias.

“Sacerdotes, escribas e principais se haviam fixado numa rotina de cerimônias e tradições. Contraíra-se-lhes o coração como os odres de couro a que Ele os comparara. Ao passo que se satisfaziam com uma religião legal, era-lhes impossível tornar-se depositários das vivas verdades do Céu. Julgavam a própria justiça toda suficiente, e não desejavam que um novo elemento fosse introduzido em sua religião[1]. (grifo nosso)

Eles foram tão longe, que chegaram a pensar que a Lei dada por Cristo a todo humano, era menor que a tradição judaica. Nada poderia ser adicionado ou ensinado sobre adoração e a verdadeira religião sem o consentimento deles.

“Relacionavam-na com méritos que possuíam por causa de suas boas obras. A fé que opera por amor e purifica a alma, não podia encontrar união com a religião dos fariseus, feita de cerimônias e injunções de homens. O esforço de ligar os ensinos de Jesus com a religião estabelecida, seria em vão. A verdade vital de Deus, qual vinho em fermentação, estragaria os velhos, apodrecidos odres das tradições farisaicas”[1].

Era o que Cristo ensinava uma nova doutrina? Não. Era apenas um novo ponto de vista, melhorado, imbuído do verdadeiro sentimento que deve estar em cada coração: que a lei tem a sua importância porque aponta para Cristo, o único que pode efetuar a salvação. A lei em si não salva ninguém. Muito menos a lei criada por mentes humanas.

Mas, partir desse ponto e dizer que a lei não é boa, é algo completamente equivocado. Ela deve ter seu lugar e sua maneira de ser (assim como nossas leis e estruturas humanas que regulam boa parte das nossas vidas), mas em certos momentos ela deve ser modificada, melhorada e por vezes superada. Porque existe e sempre existirá algo melhor. Isso de certa forma é crescimento. Mas, para os professos guardadores das tradições farisaicas e humanas, mudar uma lei humana ou uma tradição apoiada em um princípio divino, diziam eles que, indubitavelmente levariam a todos os novos guardadores a perdição.

Existe lugar para as tradições? Sim. É obvio. Homens foram criados por Deus com a capacidade de pensar e agir na direção destes. O grande problema existe quando esses pensamentos e a sua observação nos fazem afastar dos grandes princípios de Sua lei.

Observe por um momento as tradições humanas e as leis que nos são impostas. Devemos acatá-las? O próprio Jesus respondeu dizendo: “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” Marcos 12:17. Existe o momento em que leis e tradições são aceitáveis.

E eles têm seu lugar desde que não nos afaste ou mitigue contra os princípios divinos para toda vida. E o mais interessante notar é que essas leis normalmente são superadas. Veja a constituição de nosso país. Existem inúmeras cláusulas chamadas pétreas, que são assim descritas porque querem demonstrar a ‘perpetuidade’ da mesma, mesmo sabendo que, em casos excepcionais e diante do tempo e circunstâncias, a mesma pode deixar de valer.

Se forem assim para os negócios humanos, o que diremos pois para as imposições referentes aos negócios divinos? Que algumas leis humanas tiveram seu lugar nessa relação, mas que perderam sua utilidade ou deixaram de existir e que outras têm e terão o mesmo fim. Isso sem contar que algumas pretensas relações nem deveriam ser consideradas, visto que para alguns tinham mais importância que o Deus ao qual deveriam apontar e a salvação que Ele oferece a todos através de Sua graça.

E são exatamente estes pontos de pouca importância ou sem nenhuma importância prática para a salvação do homem que Satanás tem feito pessoas se concentrar. Este faz as pessoas esquecerem da primazia em toda vida e partirem para imbróglios sem importância quando se trata sobre a verdadeira adoração.

Ellen White comenta que sempre que pessoas em diferentes épocas e lugares tentaram superar tradições que não mais tinham seu lugar sofreram perseguições dos pretensos defensores da verdade. Assim foi com Jesus, assim com os discípulos, assim é hoje.

“Quando quer que se comece uma boa obra, há pessoas prontas a suscitar discussões sobre formas e detalhes de técnica, para desviar as mentes das realidades vivas. Quando parece que Deus está prestes a operar de maneira especial em benefício de Seu povo, não se empenhe este em disputas que só trarão ruína de almas. Os pontos que mais nos interessam, são: Creio eu com salvadora fé no Filho de Deus? Está minha vida em harmonia com a lei divina? ‘Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida.’ ‘E nisto sabemos que O conhecemos: se guardamos os Seus mandamentos.’ João 3:36; I João 2:3”[2].

Eis o verdadeiro ponto. Estou salvo em Jesus? Se amo a Deus e obedeço aos princípios tão claramente expostos em suas leis, estou em um bom caminho. Mas o que dizer das tradições?

Não cessou ainda a substituição dos preceitos de Deus pelos dos homens. Mesmo entre os crentes acham-se instituições e costumes que não têm melhor fundamento que as tradições dos Pais. Essas instituições, baseadas em autoridade meramente humana, têm suplantado as de indicação divina. Os homens se apegam a suas tradições, e reverenciam seus costumes, nutrindo ódio contra os que lhes procuram mostrar que estão em erro. Nesta época, quando somos mandados chamar a atenção para os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, vemos a mesma inimizade que se manifestava nos dias de Cristo[2]. (grifo nosso)

Outro grande ponto que merece destaque é a pressa de alguns nas mudanças ou crescimentos naturais e necessários. São radicais ao ponto de envenenar toda e qualquer boa pretensão de homens guiados por Deus. Querem estar na “crista da onda” das mudanças, e esquecem novamente de concentrar-se no verdadeiro ponto focal: Jesus Cristo. Ele é quem deve aprovar ou não. Apenas nEle subsistimos. E apenas olhando para o mestre saberemos como agir nas situações que nos são impostas dia-a-dia.

A lei de Deus é imutável, mas foi feita para homens que mudam todos os dias, que não vivem dias lineares. Como diz o Sábio, “tudo é novo debaixo do sol”. Mas daí, para novos hábitos, é um caminho árduo, e que deve ser feito com todo cuidado e equilíbrio, assim como nos demonstrou Jesus.

Às vezes parece-nos que toda a obra do Divino Mestre foi feita em semanas. Nada disso. Começou antes da criação do mundo, levou milênios até vir a terra, e quando veio, passou anos até conseguir ensinar aos discípulos como distribuir ao povo o “vinho novo”. Essa é a síntese do crescimento. Não significa que devemos esquecer o que passou, e que voltar pra lá às vezes se faz necessário.

Sobre crescimento e mudanças, C. S. Lewis escreve com muita coerência:

“A visão moderna, a meu ver, envolve uma falsa concepção do crescimento. Somos acusados de retardamento porque não perdemos um gosto que tínhamos na infância. Mas, na verdade, o retardamento consiste não em recusar-se a perder as coisas antigas, mas sim em não aceitar coisas novas. Hoje gosto de vinho branco alemão, coisa de que tenho certeza de que não gostaria quando criança; mas não deixei de gostar de limonada. Chamo esse processo de crescimento ou desenvolvimento, porque ele me enriqueceu: se antes eu tinha um único prazer, agora tenho dois. Porém, se eu tivesse de perder o gosto por limonada para adquirir o gosto pelo vinho, isso não seria crescimento, mas simples mudança”[3].

O grande problema que enfrentamos hoje, por mais doloroso que possa parecer para alguns, é que o mundo precisa continuar. Querem alguns professos “puritanos” que se dizem defensores do verdadeiro sentido de adoração e do modo como devemos viver ao lado de Cristo, que este se dê como foi no passado, a algumas décadas atrás. Com saudosismo olham para lá e almejam que voltássemos no tempo.

Síntese absolutamente impossível. As próprias palavras divinas nos advertem dessa possibilidade em viver de reviver o passado. Cristo nos aponta para o presente com Ele e para um futuro glorioso. O passado, nesse contexto, deve servir como base para as realizações atuais. Em Oséias 6:3 Ele nos diz: “então conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”.

Deus nos fez necessitados de conhecimentos a respeito DEle, e como é eterno e infinito, a nossa compreensão sobre Ele deve durar uma eternidade, e isso nos moverá sempre. Assim, viver limitado no tempo é gerar uma limitação da vida, porque a vida existe apenas NEle. O tempo muda, as coisas mudam, incluindo nossa percepção e modo de Vê-Lo. Porque mandar mensagens via pombo-correio, se o posso fazer através da internet? Veja, o conteúdo continua o mesmo, mas a forma de fazer mudou. E muitos ficam perdidos, isolados do mundo.

Esse é sem dúvida um dos maiores perigos em relação ao apego as tradições ultrapassadas. Também pode ocorrer a mecanização da adoração e da relação com Deus, já que a pessoa passa a achar que existem apenas maneiras pré-determinadas de fazê-lo. Pode ocorrer ainda certa perseguição aos que pretendem algo diferente. Basta olhar para o exemplo de Jesus. Quantas vezes foi Ele perseguido pelos ávidos defensores da moral, do bom e da verdade?

Mas, o continuar a conhecer a Deus abre novas oportunidades. Novo culto, nova adoração, novo contato, novas formas de ver coisas antigas. É o novo melhorando o que já passou, e amanhã o processo deve repetir-se.

Mas, para isso, é preciso que este crescimento, seja acompanhado com a presença do Espírito Santo, pois somente Ele sabe o verdadeiro caminho e a verdadeira necessidade, de forma que o verdadeiro crescimento (ou mudança) seja efetivo e benéfico.

Enfim, que as palavras escritas por Deus para a nossa vida em Filipenses 3:13,14 possam encontrar guarida em nosso coração quando tratarmos sobre o assunto tradição e renovação em nosso meio:

“... faço uma coisa: esqueço-me do que ficou para trás e esforço-me por atingir o que está diante de mim. Deste modo, caminho em direção a meta para obter o prêmio que Deus nos prometeu dar no céu por meio de Cristo Jesus."

[1] Livro: O Desejado de Todas as Nações, capítulo: Levi Mateus, Ellen G. White.

[2] Livro: O Desejado de Todas as Nações, capítulo: Tradição, Ellen G. White.

[3] Texto: Três maneiras de se escrever para crianças, C. S. Lewis.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Porque nos vem aperreio?


Esse texto é sim repetido. Mas a situação é nova. Espero em Deus que faça diferença.

Tenho uma amiga que está passando por um tremendo aperreio. Porque essas coisas acontecem para os filhos de Deus? Onde está a lógica de tudo isso?
No livro Patriarcas e Profetas, da escritora Ellen G. White, vemos um lindo trecho falando sobre Abraão, você e eu em relação as nossas provações. O texto diz assim:
“O Senhor em Sua providência trouxera esta prova a Abraão a fim de lhe ensinar lições de submissão, paciência e fé, lições que deveriam ser registradas para benefício de todos os que mais tarde fossem chamados a suportar a aflição.
Deus dirige Seus filhos por um caminho que eles não conhecem; mas não Se esquece dos que nEle põem a confiança, nem os rejeita. Permitiu que a aflição sobreviesse a Jó, mas não o abandonou. Consentiu que o amado João fosse exilado para a solitária ilha de Patmos, mas o Filho de Deus o encontrou ali, e sua visão esteve repleta de cenas de glória imortal.
Deus permite que as provações assaltem Seu povo, a fim de que pela sua constância e obediência possam eles mesmos enriquecer espiritualmente, e possa o seu exemplo ser uma fonte de força aos outros. "Eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal." Jer. 29:11.
As mesmas provações que da maneira mais severa provam a nossa fé, e fazem parecer que Deus nos abandonou, devem levar-nos para mais perto de Cristo, para que possamos depor todos os nossos fardos a Seus pés, e experimentar a paz que Ele, em troca, nos dará".

Nordestinês



Nordestino não fica solteiro, ele fica solto na bagaceira!
Nordestino não vai com sede ao pote, ele vai com a bexiga taboca!
Nordestino não vai embora, ele vai pegar o beco!
Nordestino não diz 'concordo com você', Ele diz: Né issssso, homi!!!!
Nordestino não conserta, ele imenda!

Nordestino quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!Nordestino não bate, ele 'senta-le' a mãozada!Nordestino não sai pra farra... ele sai pro muído, pra bagaça!
Nordestino não bebe um drink, ele toma uma!
Nordestino não é sortudo, ele é cagado!
Nordestino não corre, ele dá uma carreira!
Nordestino não malha dos outros, ele manga!Nordestino não conversa, ele resenha!
Nordestino não toma água com açúcar, ele toma garapa!
Nordestino não engana, ele dá um migué!
Nordestino não percebe, ele dá fé!Nordestino não sai apressado, ele sai desembestado!


Nordestino não aperta, ele arroxa!
Nordestino não dá volta, ele arrudeia!Nordestino não espera um minuto, ele espera um pedacinho!

Nordestino não é distraído, ele é avoado, apombaiado!

Nordestino quando está irritado com alguém que fica 'botando boneco', diz: Homi largue de frangagem!
Nordestino não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!
Nordestino não passa a roupa, ele engoma a roupa!
Nordestino não houve barulho, ele ouve zuada!
Nordestino não acompanha casal de namorados, ele segura vela!Nordestino não rega as plantas, ele 'agoa' as plantas.
Nordestino não quebra algo, ele tora!
Nordestino não é esperto, ele é desenrolado!
Nordestino não é rico, ele é um cabra estribado!
Nordestino não é homem, ele é macho!
Nordestino não chama 'seu desalmado', ele grita 'infeliz das costa ôca!'

Nordestino não pede almoço, ele pede o cumê
Nordestino não come carne, ele come 'mistura'
Nordestino não lancha, merenda!
Nordestino não fica satisfeito quando come, ele enche o bucho!
Nordestino não dá bronca, dá carão!Nordestino não fica com raiva, ele 'pega ar'!
Nordestino não casa, ele se amanceba!
Nordestino não tem diarréia, tem caganeira!
Nordestino não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Nordestino não tem perna fina, ele tem dois cambitos!


Nordestino não é mulherengo, ele é raparigueiro!
Nordestino não se diverte, ele "bota pa decê"!
Nordestino não joga fora, ele rebola no mato!
Nordestino não exagera, ele alopra!Nordestino não vigia as coisas, ele pastora!
Nordestino não se dá mal, ele se réia, se lasca todinho!
Nordestino quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: Viiixi Maria! Aff maria!
Nordestino não vê coisas de outro mundo, ele vê uns malassombros!
Nordestino não é escroto, é o creca!

Nordestino não é chato, é caningado!
Nordestino não é cheio de frescura, é pantinzeiro!
Nordestino não pula, dá pinote!
Nordestino não arranja briga, arranja intriga!
Nordestina não fica grávida, fica buxuda!Nordestino não fica bravo, fica com a gota serena!
Nordestino não é malandro, é cabra de pêia!
Nordestino não fica apaixonado, ele arrêia os pneus todinho!.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Devaneios 3



– Quer este?

– Não, acho que não.

– Tome. É de menta!

– Acho que não vou querer.

– Sorvete de menta? Porque?

– Sei lá.

– Hum. Tá bom. Vou comer tudo sozinho.

– Certo.

– Você quer o de menta?

– Não. Já provei. Só quero napolitano.

– Nossa. O de menta é bom do mesmo jeito.

– Sei não. Gostei sempre do napolitano. Não pretendo mudar.

– Hum. Você já parou pra pensar que existe algo além do napolitano?

– Aí é traição, você não acha?

– Não. Não é. É crescimento. Você tem o de napolitano, mas pode provar o de menta. Enquanto tiver.

– Sei não. Estou decidindo.

– Certo.

– Bom, não é?

– Aham.

– Sorvete?

– Não. Já tenho o que preciso, embora nem sempre o que quero.

– Não. Perguntei se ainda restou de menta.

– Não. Pelo que vejo, acabou.

– Assim? Rápido não é?

– É porque deve ser bom. Ou é porque é novo?

– E agora?

– Faz.

– E se você não quiser?

– Isso eu escolho.

– Posso escolher?

– Não sei. Na verdade nunca fizestes.

– Acho que sim.

– De menta?

– Aí posso eu fazer.

– Mas e seu eu quiser?

– Bem, é uma escolha. Já que agora estamos só com a casquinha.

– É bom, não é?

– É.

– Concordo.

– O que precisamos?

– Fazer. E não feito.


sábado, 27 de junho de 2009

Saboreie Deus



Você já saboreou Deus? Salmos 34:8 diz: “Provai e vede que o Senhor é bom. Bem-aventurado o homem que nEle se refugia”. Provai. Para mim, dá logo um sentido de experimentar. Experimente que Ele é bom. Você sabe que Deus é bom? Todos os anjos sabem, Israel sabe. Mas resta você saber que Deus é bom.

Experimentar significa sentir que é bom. Mas quando eu não sinto? Quando tudo parece dizer e ecoar que Deus não é bom, o que faço? Quando tenho quimioterapia, como experimento? Quando morre quem eu amo, como experimento? Quando há dor? Quando, quando, quando…

O problema é que experimentar é sentir de imediato, ou seja, eu tenho que ter boas sensações e tem que ser hoje. Ninguém quer ir ao médico e tomar remédio para ficar bom daqui a uma semana. Ninguém quer fazer regime para daqui um ano. Eu quero aqui e agora, mas pra Deus isso não serve porque experimentar é ver mais longe.

Veja só, pergunte a Isaque quando estava sendo “sacrificado”, congele a cena e pergunte: “Isaque , Deus é bom”? Ele iria responder: “Espero que sim, veja a peixeira de papai”. Pergunte a José quando esteve preso injustamente: “Deus é bom”? Ele diz: “Não sei, mas eu sou inocente”. Pergunte a Jonas na barriga do peixe: “Deus é bom”? Ele diz: “Não sei, só sei que aqui cheira mal.

Vemos o hoje e a gente tem que ver o amanhã porque Deus é bom. Mas eu não sinto. Espera, espera e espera. Você vai saber lá na frente que Deus é bom. Escrevi isso para vocês da igreja que é um ninho. A igreja que amei e amo. Se tem alguém com dor espere, pois o melhor está por vir porque Deus é bom. Saboreie Deus.


Pr. Ivan Góes



quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Menina mais linda do mundo



Incógnito: Definitivamente você é a menina mais linda do mundo...

Menina mais linda do mundo: ...

Incógnito: ...

Menina mais linda do mundo: Está apaixonado por mim?

Incógnito: Por que diz isso?

Menina mais linda do mundo: Todo homem se apaixona pela menina mais linda do mundo.

Incógnito: Todo mundo é apaixonado por você, então?

Menina mais linda do mundo: O mundo não é o mesmo para todos. Se você diz que sou a menina mais linda do mundo é do seu mundo que você fala.

Incógnito: Mas eu já me apaixonei por outras meninas que não eram você, que é a única menina mais linda do mundo.

Menina mais linda do mundo: Elas já foram as meninas mais lindas do seu mundo. Foram durante a sua paixão por elas.

Incógnito: E meu mundo mudou por eu deixar de estar apaixonado por elas?

Menina mais linda do mundo: Talvez sua forma de ver o mundo tenha mudado.

Incógnito: Talvez você tenha mudado a minha forma de ver o mundo.

Menina mais linda do mundo: Aposto que você diz isso pra todas...

Incógnito: Não... Somente para as meninas mais lindas do mundo....


Baseado numa menina Real...


... Mas que parece Sonho...



De um incógnito...